Bem-Estar

O dia seguinte às comilanças da ceia: como recuperar o equilíbrio sem culpa nem dietas radicais

A temporada de final de ano e confraternizações – aliada às comemorações do Natal e Ano-Novo –, é um período para aproveitar as guloseimas e pratos típicos da época. Assim, panetones, rabanadas e sobremesas variadas fazem parte da gastronomia em grande parte dos dias. E quando percebemos, a ceia virou uma maratona gastronômica, e no dia seguinte, a sensação de inchaço, o peso no corpo e a culpa costumam falar mais alto. Mas, será que exagerar em datas festivas é realmente um problema?

Mesa farta com peru, farofa, frutas secas e outros pratos de fim de ano
Imagem gerada por IA

Apego emocional às comidas

Para o nutricionista Bruno Costa, especialista em emagrecimento e nutrição esportiva infantil, o ponto de atenção não está no excesso pontual, e sim na forma como as pessoas tentam ‘corrigir’ isso depois. “Comida em datas festivas têm um valor emocional muito forte. É memória afetiva, é família reunida. Exagerar é compreensível, o que não funciona é tentar corrigir isso com atitudes extremas”, esclarece.

Nesse sentido, não vale compensar o exagero da ceia no dia seguinte com ações como jejuns prolongados, dietas muito restritivas, treinos exaustivos ou até o uso de laxantes. Essas são estratégias que mais atrapalham do que ajudam. “Um exagero não se resolve com outro exagero”, destaca Costa.

Ações que ajudam o corpo a se reequilibrar

Ainda que você possa ter exagerado, voltar ao equilíbrio não é tão difícil e não envolve sofrimento. O primeiro passo é hidratar-se bem, seja com água, água de coco, chás leves e isotônicos.

Na alimentação, a orientação do nutricionista é retomar a rotina normal, priorizando refeições leves e balanceadas, sem cortar grupos alimentares. Alimentos ricos em água e fibras fazem diferença nesse processo, como melancia, abacaxi, pepino, folhas verdes e peixes. Além disso, temperos naturais, como cúrcuma e gengibre, também contribuem para a digestão e ajudam a reduzir a retenção de líquidos.

Conforme Costa, o detox real “acontece quando o fígado, os rins e o intestino funcionam bem, e isso se consegue com comida de verdade, hidratação e sono de qualidade.”

O emocional também é um fator importante

O exagero alimentar costuma trazer um peso emocional: a culpa. E esse sentimento pode gerar um ciclo de descontrole, sendo então prejudicial à saúde. Costa lembra que comer com prazer faz parte da vida: “Voltar à rotina com gentileza é muito mais eficaz do que tentar compensar com sofrimento.”

5 atitudes simples para o dia seguinte à ceia

  • Aumente a ingestão de água ao longo do dia;
  • Inclua alimentos diuréticos, como abacaxi, pepino e melancia;
  • Evite álcool e ultraprocessados por pelo menos 24 horas;
  • Faça uma caminhada leve de 20 a 30 minutos;
  • Retome a alimentação habitual, sem restrições radicais.

O nutricionista ainda reforça que um único dia não define o corpo nem a saúde de ninguém. “O que realmente transforma é a constância, não a culpa”, conclui.

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Ana Paula Figueiredo

Jornalista formada pela Unisinos, pós-graduada em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela UniRitter. Atua desde 2007, com experiência em redação impressa de jornal e revistas, produção de conteúdos segmentados de branded content, e cobertura de feiras na área de design, decoração e arquitetura, como CASACOR, Mostra EliteDesign e Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Brasil). Fascinada por literatura, filmes, séries, gatos, café e escrita.

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