O corpo feminino passa por diversas transformações ao longo da vida, sendo a menopausa uma das mais impactantes. Essa fase marca uma queda acentuada dos hormônios sexuais, especialmente do estrogênio, e com ela surgem diversas alterações metabólicas. Entre os desafios mais comuns, está o acúmulo de gordura na região abdominal.

Nesse sentido, o aumento da gordura visceral nessa fase da vida está diretamente relacionado a um maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e inflamação crônica. Portanto, entender suas causas e adotar estratégias eficazes para controlá-la é fundamental para a saúde e qualidade de vida.”, destaca o médico em saúde integrativa e especialista em saúde hormonal, Dr. Francisco Saracuza.
Quais são as causas da gordura abdominal na menopausa?
Aumento do cortisol e impacto do estresse
O hormônio do estresse, o cortisol, também desempenha um papel crucial no acúmulo de gordura visceral. Durante a menopausa, muitas mulheres experimentam aumento do estresse, alterações no sono e mudanças emocionais, fatores que elevam a produção de cortisol.
Metabolismo mais lento e perda de massa muscular
Em segundo lugar, outro fator determinante é a redução natural da taxa metabólica basal. Com o envelhecimento, há uma diminuição progressiva da massa muscular, o que impacta diretamente no gasto calórico diário. Se a alimentação não for ajustada e a prática de exercícios físicos não for incorporada, o resultado será um acúmulo gradual de gordura.
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Resistência à insulina
Muitas mulheres na menopausa desenvolvem um aumento da resistência à insulina, o que significa que o corpo passa a ter mais dificuldade em utilizar a glicose de forma eficiente. Isso favorece o ganho de peso, especialmente na região abdominal, e pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Como diminuir a gordura abdominal na menopausa?
A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser uma aliada importante para minimizar os efeitos da queda do estrogênio, ajudando a regular o metabolismo e reduzir a tendência ao acúmulo de gordura abdominal. No entanto, a indicação deve ser individualizada, considerando os benefícios e riscos para cada paciente.
Além disso, uma alimentação equilibrada pode fazer toda a diferença no controle da gordura abdominal. Algumas estratégias eficazes incluem o consumo de gorduras boas, proteínas magras e alimentos anti-inflamatórios.
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