A praia é o destino preferido de 51% dos brasileiros no verão, segundo dados de uma pesquisa do Ministério do Turismo. Mas, poucos se atentam aos riscos que a areia pode representar para a saúde. Embora o contato direto com ela não cause doenças, microrganismos presentes no solo podem provocar infecções, especialmente se entrarem em contato com a boca, olhos ou feridas abertas. Para curtir os dias de sol com segurança, especialistas indicam cuidados essenciais que evitam complicações.
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1 – Atenção ao contato com boca, olhos e feridas
Crianças brincando na areia frequentemente levam as mãos à boca, o que pode aumentar o risco de contaminação. Além disso, feridas abertas podem ser uma porta de entrada para infecções causadas por fungos e bactérias, como o bicho-geográfico.
A clínica médica dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Larissa Hermann, alerta que, se houver ingestão acidental de areia, é importante observar sintomas como febre e diarreia e buscar orientação médica caso seja necessário. Para reduzir o risco, lavar bem as mãos, principalmente antes de comer, é fundamental.

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2 – Proteção contra o sol e ressecamento da pele
Sabemos que a exposição prolongada ao sol e ao calor da areia pode causar queimaduras, ressecamento e irritações na pele. Por isso, a dermatologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Anna Karoline Tomazini recomenda o uso de protetor solar, hidratação constante e barreiras físicas, como toalhas e esteiras, para evitar o contato direto.
“A areia quente pode remover a oleosidade natural da pele, deixando-a ressecada e mais vulnerável a queimaduras. Para prevenir problemas, o ideal é evitar o contato direto prolongado, utilizando toalhas, cangas ou esteiras ao sentar ou deitar na areia”, explica. A especialista também reforça a importância de reaplicar o protetor solar e hidratar a pele após a exposição para restaurar sua proteção natural.

3 – Roupas íntimas úmidas exigem cuidado redobrado
As mulheres precisam tomar alguns cuidados extras, isso porque permanecer com biquínis ou maiôs molhados por muito tempo pode agravar infecções como a candidíase, já que o calor e suor favorecem a proliferação de fungos. Assim, a ginecologista do programa Saúde da Mulher do hospital São Marcelino Champagnat, Renata Hayashi, recomenda não sentar diretamente na areia, trocar as roupas de banho, tomar uma ducha com água natural, além de reduzir o calor e umidade na região íntima. “A vagina já tem bactérias e fungos naturalmente, mas o aumento significativo desses microrganismos pode desencadear doenças genitais”, alerta.

4 – Areia nos olhos pode causar irritações e lesões
O vento ou o contato direto com a areia pode levar partículas finas aos olhos, causando irritação, vermelhidão, coceiras, pequenos arranhões na córnea e fotofobia. Para evitar esses problemas, o oftalmologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Dhiogo Corrêa, recomenda sempre levar para a praia colírios lubrificantes, soro fisiológico e uma garrafa de água limpa para higienização emergencial.

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