Decoração

Saiba aplicar a biofilia e neuroarquitetura na renovação de ambientes

Está mais do que provado que o contato com as plantas traz benefícios ao bem-estar, de formas variadas. E além disso, elas embelezam espaços, seja na área externa ou interna do lar. Já faz um tempo que o conceito de biofilia está sendo aplicado, inclusive em ambientes corporativos ou estabelecimentos comerciais. A biofilia, aliada à neuroarquitetura, propõe um novo olhar sobre o design, conectando os benefícios da natureza à saúde física e emocional.

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O que é biofilia?

Antes de tudo, o conceito de biofilia é mais amplo do que apenas ter plantas no recintos em que habitamos. Sócia do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura, Mariana Meneghisso explica que o termo biofilia vem do grego (com significado de ‘amor à vida’), sugerindo uma conexão inata dos seres humanos com a natureza. Isso se traduz no uso de plantas, materiais orgânicos, formas naturais, luz natural, por exemplo.

“Entre as premissas fundamentais da biofilia, não podemos deixar de evidenciar que a biofilia genuína está diretamente associada à responsabilidade do uso de materiais”, afirma. Além disso, elementos como relevos e texturas que remetem à natureza também fazem parte da biofilia, sem necessariamente ter plantas reais em casa.

Ambiente externo com árvores e palmeiras
Pexels

Por trás da neuroarquitetura

Por outro lado, a neuroarquitetura estuda como espaços impactam emoções e comportamentos, explorando aspectos como luz, cores e layout para promover relaxamento, criatividade ou foco. “Desde elementos como pé-direito alto, escolha da paleta de cores e uso de texturas podem ajudar a criar um equilíbrio entre funcionalidade e conforto”, completa Alexandre Pasquotto, arquiteto e sócio do escritório.

Ambiente com plantas e uma pessoa sentada junto à uma mesa com notebook
Pexels

O impacto dos conceitos no cotidiano

Em 2022, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou que áreas verdes urbanas reduzem o estresse e melhoram a qualidade de vida. Essas ideias confirmam que integrar biofilia e neuroarquitetura resulta em ambientes funcionais e equilibrados, estimulando o cérebro e beneficiando a saúde mental.

O layout dos espaços, a geometria e até os sons de um ambiente projetado são fatores também a serem considerados com base na biofilia. E quando bem alinhados, resultam no estímulo de áreas específicas do cérebro. “Juntos, esses conceitos oferecem uma abordagem holística ao design, criando ambientes que não apenas atendem às necessidades funcionais, mas também nutrem a conexão emocional e física das pessoas com o espaço que habitam”,  detalha Mariana.

Aplicando os elementos naturais no design de interiores

Mais do que apenas ter plantas nos ambientes, a biofilia abrange outros elementos e alternativas. Nesse sentido, confira como aplicar o conceito.

Jardins verticais e de inverno – Ter um jardim vertical é uma solução criativa e ideal para espaços pequenos, e ainda purificam o ar e proporcionam tranquilidade. O jardim de inverno também tem seu charme, podendo utilizar pedras naturais e fontes de água para compor um refúgio relaxante.

Ambiente com uma parede viva e luminárias
Divulgação Projeto de Meneghisso & Pasquotto Arquitetura

Materiais orgânicos – Linho, algodão, juta e bambu podem estar presentes em estofados, cortinas e tapetes, criando um charme sustentável. O uso da madeira de reflorestamento traz sofisticação para o mobiliário, além de atender também ao aspecto da sustentabilidade.

Área externa junto à piscina, com plantas, cadeiras e sofá
Divulgação Projeto de Meneghisso & Pasquotto Arquitetura

Conceitos abertos e iluminação natural – Melhoram a ventilação e reduzem a necessidade de luz artificial. As pedras naturais como mármore, granito ou quartzito podem ser aplicadas em bancadas, pisos e paredes, adicionando beleza, textura e durabilidade.

Água e texturas rústicas – Fontes decorativas de água e móveis de palha ou vime reforçam a conexão com a natureza.

Saiba quais são as melhores opções de plantas para cada ambiente

Área gourmet com bancada e cadeiras em madeira
Lívia Krass Exemplo de como integrar a biofilia nos ambientes

Hall Espada-de-São-Jorge é uma boa opção para recepcionar as pessoas e ainda confere boas energias.

Sala de estar – Costela-de-adão, zamioulcas e fícus lyrata, além de criarem um ponto de destaque, não exigem muitos cuidados. As samambaias e marantas trazem movimento e textura aos espaços.

Quarto – Lavanda e jasmim são flores que promovem um sono tranquilo e ajudam a purificar o ar.

Cozinha – Hortelã, manjericão, alecrim e cebolinha são boas opções para trazer aroma, e ainda podem servir para incrementar os pratos do dia.

Home office – Cactos, suculentas, fitônias e peperômias são espécies de fácil manutenção e reduzem o estresse. Já, o bonsai traz um toque de elegância.

Varanda – Primavera, lavanda e jasmim trepador se destacam pela beleza das cores e fragrâncias. Os filodendros, antúrios e pacovás são boas opções para varandas cobertas.

Espaço com vasos de barro e plantas
Pexels

A arquiteta Mariana reforça que cada planta exige cuidados específicos, como rega, iluminação e poda, e além disso, se você tem pet em casa, sempre confira quais espécies não são nocivas a eles. Além disso, com uso da tecnologia, é possível criar ambientes ainda mais harmoniosos, ajustando luz e temperatura para promover bem-estar.

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Ana Paula Figueiredo

Jornalista formada pela Unisinos, pós-graduada em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela UniRitter. Atua desde 2007, com experiência em redação impressa de jornal e revistas, produção de conteúdos segmentados de branded content, e cobertura de feiras na área de design, decoração e arquitetura, como CASACOR, Mostra EliteDesign e Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Brasil). Fascinada por literatura, filmes, séries, gatos, café e escrita.

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