A menopausa é o nome dado à última menstruação, que ocorre após uma queda natural dos hormônios reprodutivos. Apesar de ser algo natural, esse processo pode vir acompanhado de alguns sintomas desagradáveis e que podem interferir na qualidade de vida da mulher. Por isso, a reposição hormonal atua como uma estratégia de saúde, prevenção e liberdade.

A reposição hormonal feminina se baseia mais pelos sintomas do que pelos exames. Sendo assim, a partir do momento em que eles iniciam, a paciente pode iniciar a TRH (terapia de reposição hormonal). O termo refere-se ao início do climatério, fase em que os níveis hormonais já começam a oscilar mesmo com a presença de menstruação.
Hormônios afetam o cérebro, os músculos e o prazer
A queda do estradiol e da testosterona impacta diretamente no funcionamento cerebral, na força muscular e na sexualidade. Segundo o Dr. Arthur Victor de Carvalho, especialista em menopausa, muitas mulheres chegam ao consultório relatando perda de foco, lapsos de memória, exaustão emocional, além de um cansaço inexplicável durante o dia. “Elas geralmente acham que o problema é estresse, ou que estão ficando deprimidas. Mas, na maioria das vezes, é o corpo pedindo socorro diante da deficiência hormonal”, afirma.
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Quem pode fazer a reposição hormonal?

Nem toda mulher será candidata ideal para a TRH, mas a maioria pode se beneficiar, desde que tenha uma avaliação criteriosa e um acompanhamento contínuo. Há diferentes formas de reposição: oral, transdérmica, implantes subcutâneos e diferentes combinações hormonais, dependendo do histórico clínico e da fase da vida.
O Dr. Arthur Victor de Carvalho acrescenta: “Quanto mais cedo a mulher entende seu ciclo hormonal e se posiciona como protagonista da própria saúde, mais autonomia ela conquista para o futuro. Com o suporte certo, ele pode ser lúcido, prazeroso e vital.”
Qual tipo de reposição hormonal é menos invasiva?
De acordo com o especialista em menopausa, a forma transdérmica, feita por meio de adesivos ou géis aplicados sobre a pele, é considerada uma das menos invasivas e com excelente perfil de segurança, especialmente para mulheres com risco cardiovascular aumentado ou histórico de trombose.
Além de evitar o metabolismo hepático de primeira passagem (como ocorre com os comprimidos), ela permite uma absorção segura e eficaz dos hormônios, porém, em muitos casos, não se consegue manter a melhor estabilidade hormonal e melhora do sintomas, por ainda depender da passagem da pele.
“A escolha da via ideal, no entanto, depende de uma avaliação individualizada, que considera o histórico de saúde da paciente, exames laboratoriais e seus objetivos com a reposição”, completa.
Com que frequência a mulher deve visitar o médico durante a modulação hormonal?

Após o início da modulação hormonal, o ideal é que a paciente tenha consultas de acompanhamento a cada 2 a 4 meses no primeiro ano, com avaliação clínica, ajustes de doses (se necessário) e exames laboratoriais para monitorar os níveis hormonais, metabólicos, além de exames de imagem que já fazem parte da rotina da mulher.
Depois da fase inicial de estabilização, os retornos podem ser feitos a cada 4 ou 6 meses, desde que tudo esteja dentro do esperado. O acompanhamento contínuo é essencial para garantir segurança, eficácia e personalização do tratamento afinal, o corpo muda, e o protocolo também precisa acompanhar essas mudanças.
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