O lipedema é uma doença vascular crônica caracterizada pelo armazenamento de gordura e pelo inchaço dos membros inferiores — glúteos, coxas e pernas e, com menos frequência, dos membros superiores — braço e antebraço. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o problema atinge quase que exclusivamente mulheres e tem início na puberdade.

O lipedema pode ser classificado em 4 estágios:
- Estágio 1: a superfície da pele é normal e o inchaço aumenta durante o dia, mas melhora com o repouso.
- Estágio 2: a pele é irregular, um pouco mais flácida do que o esperado para a idade e com aspecto de celulite, e os nódulos que podemos palpar ficam maiores.
- Estágio 3: o acúmulo de gordura é maior, sendo possível identificar deformidades, além disso, a superfície da pele é mais áspera e endurecida.
- Estágio 4: todas as alterações descritas no estágio 3, mais o comprometimento do sistema linfático.
Como descobrir se tenho lipedema?
Entre as queixas mais frequentes estão: dor, dificuldade de mobilidade, edema (inchaço) e hematomas regulares. O diagnóstico é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular através da avaliação do paciente, histórico de saúde e exame físico.
Com o objetivo de ajudar as mulheres a terem uma idéia de quanto os seus sintomas se assemelham aos da doença, a Associação Brasileira de Lipedema criou um questionário em seu site.
O questionário não substitui a consulta médica e avaliação presencial.*
É preciso fazer cirurgia?
Em casos mais graves, quando há risco para a mobilidade do paciente, a cirurgia é uma opção. Contudo, é possível tratar a condição com tecnologias eficazes e menos agressivas. Além disso, alguns hábitos saudáveis podem ajudar no controle da doença.
Em um vídeo publicado no Youtube em abril de 2024, a influencidora Karen Bachini relatou como foi passar por essa cirurgia, assim como o seu pós operatório.
Lipedema tem cura?
O lipedema não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados através de tratamentos que buscam melhorar a qualidade de vida do paciente. A abordagem precoce é essencial para evitar complicações.
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