No cenário das condições crônicas, o lipedema se destaca por sua complexidade e pelo impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. Mesmo sendo pouco conhecido, afeta uma parcela significativa da população, principalmente mulheres, causando acúmulo anormal de gordura nas pernas e braços. Nesse contexto, uma dieta adequada pode ter um papel essencial no alívio e controle dos sintomas. A seguir, confira dicas de alimentação para quem tem lipedema.

De acordo com a nutricionista Camila Gienessini, especialista em lipedema, “é interessante que os portadores busquem um profissional que seja especialista no assunto, para oferecer o melhor tratamento”.
Segundo a profissional, geralmente os pacientes com essa condição crônica possuem questões emocionais e comportamentais. Por isso, é importante que sejam avaliadas todas as partes que impactam o tratamento, para que ele seja mais efetivo.
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O que comer
Para o portador de lipedema, o consumo de alimentos com propriedades anti-inflamatórias é muito importante. Isso porque esses alimentos provocam uma reação de adaptação do organismo, colaborando ativamente com a redução da inflamação.
- Peixes gordurosos: salmão, sardinha e truta, que são ricos em ácidos graxos ômega-3, substâncias anti-inflamatórias;
- Frutas e legumes: especialmente aqueles ricos em antioxidantes, como maçãs, brócolis, espinafre, e couve;
- Azeite de oliva: preferencialmente extra virgem, que contém polifenóis com propriedades anti-inflamatórias.
O que evitar
É importante que os pacientes evitem alimentos ultraprocessados (refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, embutidos, etc.) e alimentos ricos em sódio (presunto, bacon, salame, linguiça, batatas fritas, pipoca salgada, etc.). Além disso, outra indicação da profissional é que o portador da doença evite alimentos com alto teor de açúcar.
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