Uma garota que, à primeira vista, parece superficial e é dedicada a servir de cupido para todos ao seu redor. Enquanto isso, sua própria vida amorosa não vai tão bem. Ao ler essa descrição, você pode ter pensado automaticamente em Emma, romance escrito por Jane Austen em 1815. Ou até mesmo em As Patricinhas de Beverly Hills, filme dirigido por Amy Heckerling.
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Na obra de Austen, conhecemos Emma, uma jovem da alta sociedade inglesa que, por viver cercada de privilégios, sente a necessidade de ajudar pessoas menos favorecidas a encontrar seu rumo na vida. O problema é que ela própria decide qual é o caminho certo, sem considerar a opinião daqueles que pretende ajudar.
De forma semelhante, em As Patricinhas de Beverly Hills, Cher e sua melhor amiga, Dionne, decidem ajudar a recém-chegada Tai a se encaixar na nova escola. Para isso, transformam completamente a garota. À primeira vista, Cher pode parecer apenas mais uma adolescente fútil e manipuladora, mas a personagem está longe de ser isso.
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Por viver em um ambiente privilegiado, ela acredita que suas boas ações devem estar ligadas à popularidade e à aparência, motivo pelo qual decide ajudar Tai. Cher realmente acredita que essa é a única forma de incluí-la no círculo social da escola. No entanto, ao longo do filme, percebe que estava errada e passa a desconstruir a imagem de garota superficial que construiu para si mesma.
