Variedades

7 livros narrados em primeira pessoa com histórias que vão te prender do início ao fim

Todo leitor tem suas preferências e manias. Seja odiar páginas brancas, gostar de marcar os trechos importantes, usar a orelha do livro como marcador de página ou até simpatia por um tipo específico de narrador. Por isso, hoje trazemos sugestões de livros narrados em primeira pessoa.

Esse é um tipo de leitura que agrada a um grande público (eu me coloco nesse grupo) porque o leitor tem a sensação de se conectar com o personagem que está contando os fatos, narrando a sua ou a história de outros. E isso, de alguma forma, deixa a leitura mais fluida, com aquele desejo de não parar até chegar à última página. Então, confira, a seguir, alguns títulos para pôr na lista.

Se deus me chamar não vou (Mariana Salomão Carrara)

Aos 11 anos, Maria Carmem sonha que um dia será escritora. Em meio às idas à escola e à loja dos pais – que vende objetos para os idosos –, ela afirma que essa é a ‘pior idade do mundo’. Entre passagens engraçadas – com típicas indagações de criança – e outras mais melancólicas, a inteligente menina fala de sua solidão e de sonhos. A obra é uma ficção cativante.

Meu nome é Emilia Del Valle (Isabel Allende)

Como quase todas as obras da autora peruana, o livro é a perfeita união de ficção combinada a fatos históricos – o gênero até tem nome: romance histórico. Narrado por Emilia Del Valle, ela é uma jovem à frente de seu tempo, que escreve romances policiais com um pseudônimo masculino (ainda). Quando escrever ficção não é mais suficiente, ela parte de São Francisco para o Chile, em busca de suas origens e realizar o sonho de ser jornalista. Por lá, vivencia os horrores da guerra civil do Chile, conhece o amor e busca respostas para quem ela é.

Feliz ano velho (Marcelo Rubens Paiva)

Do mesmo autor de Ainda estou aqui (que virou filme e foi indicado ao Oscar em 2025), Feliz ano velho traz a história real de Marcelo Rubens Paiva sobre o acidente em um lago, que resultou na sua condição de tetraplégico. O fato ocorreu quando ele tinha 20 anos, no final dos anos 1970. No livro, escrito e narrado por ele mesmo, o autor reconstrói suas memórias da época do tratamento e da situação do país, com uma linguagem não-formal, com certo humor e muita sinceridade. A obra foi adaptada para o teatro e cinema.

Aos prantos no supermercado (Michelle Zauner)

A gastronomia é uma das maneiras de resgatar memórias afetivas, e é a partir disso que a autora traz, de forma sensível, o relato de como enfrenta o luto pela morte precoce da mãe. Ao tentar reproduzir as receitas coreanas da mãe, ela vai narrando sua adolescência, sua vivência ao lado dela, até os dias atuais, quando tenta amenizar a dor e ter um consolo para a saudade constante.

Rita Lee: Uma autobiografia (Rita Lee)

Nesta primeira autobiografia Rita Lee: Uma autobiografia, a rainha do rock brasileiro narra sua história de vida, a infância, a prisão, a trajetória na música, o encontro com Roberto de Carvalho e o nascimento dos filhos.

Já, em Rita Lee: Outra autobiografia, Rita traz, de forma sincera, seu enfrentamento câncer no pulmão. Ambos os títulos têm sua visão honesta, às vezes sarcástica ou com bom-humor.  

O peso do pássaro morto (Aline Bei)

Uma protagonista não nomeada, que narra a própria história. Dos oito aos 52 anos acompanhamos a menina, seu dia a dia na escola, as amizades, o cotidiano adolescente, até os dramas e alegrias da vida adulta. Além disso, a voz da personagem evolui de acordo com sua maturidade. O sucesso da obra a transformou em adaptação para o teatro. Assim, é uma leitura que nunca canso de sugerir.

O arroz de Palma (Francisco Azevedo)

A ficção tem como narrador da própria história Antonio, de 88 anos, que conta para o leitor a vinda de sua família de Portugal em busca de melhores condições de vida no Brasil. Enquanto prepara um almoço especial para toda a família, conhecemos o contexto e importância do arroz nessa história. É por meio das lembranças de Antonio que o leitor se familiariza com os personagens, ambientes e narrativas. Nesse sentido, esse também é daqueles livros com muitas frases bonitas para marcar.

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Ana Paula Figueiredo

Jornalista formada pela Unisinos, pós-graduada em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela UniRitter. Atua desde 2007, com experiência em redação impressa de jornal e revistas, produção de conteúdos segmentados de branded content, e cobertura de feiras na área de design, decoração e arquitetura, como CASACOR, Mostra EliteDesign e Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Brasil). Fascinada por literatura, filmes, séries, gatos, café e escrita.

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