Decoração

Muxarabi e cobogó: conheça as diferenças e saiba aplicar esses elementos na decoração

Na arquitetura e no design de interiores, poucos elementos unem tão bem tradição e contemporaneidade quanto o muxarabi e o cobogó. Embora visualmente semelhantes à primeira vista e com padrões vazados – ambos criam jogos de luz e sombra e permitem ventilação natural –, eles têm origens e aplicações bem distintas. Por isso, entender suas diferenças é essencial para escolher o que melhor se adapta ao estilo e à funcionalidade de cada projeto.

Origem e características

O muxarabi (ou mashrabiya) tem origem árabe e era muito usado nas antigas construções islâmicas em varandas e janelas. É um tipo de treliça, feito geralmente de madeira com padrões geométricos, criado para garantir privacidade sem bloquear a circulação de ar e a iluminação. No Brasil, o muxarabi ganhou versões contemporâneas com madeira natural, MDF e até alumínio, sendo amplamente utilizado em fachadas, brises e divisórias internas.

Inspirado na estética do muxarabi, o cobogó é uma criação brasileira, desenvolvida em Recife na década de 1920 pelos engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. Assim, a ideia para o nome do elemento surgiu a partir da junção das sílabas iniciais de seus sobrenomes: Co, Bo e Gó.

Originalmente de cimento, o cobogó surgiu como uma solução de baixo custo para ventilar e iluminar naturalmente construções em climas quentes. Hoje, é encontrado também em cerâmica, vidro e porcelana. Sua principal característica é o formato modular e vazado, que permite inúmeras composições geométricas e decorativas.

Como usar muxarabi e cobogó no design de interiores

O muxarabi é ideal para quem busca um toque de sofisticação e aconchego. Você pode aplicá-lo como painel para áreas de estar, divisória de ambientes integrados, proporcionando uma separação visual entre os espaços, mas mantendo uma sensação de conexão e fluidez entre eles. Você também pode aplicá-lo no revestimento de fachadas, criando uma estética leve e elegante. Quando combinado à iluminação indireta, o efeito das sombras projetadas transforma o ambiente em um cenário de textura e movimento.

Já, o cobogó traz personalidade e frescor aos espaços. Ele pode ser usado em paredes internas ou externas, lavabos, cozinhas e até varandas, funcionando como um elemento decorativo e funcional. Além de delimitar ambientes sem bloquear a passagem da luz, o cobogó é um ótimo aliado para quem deseja valorizar um estilo retrô, tropical ou moderno, dependendo do material e da cor escolhidos.

Estilo e propósito

Enquanto o muxarabi se destaca pela delicadeza e fluidez, o cobogó é mais gráfico e geométrico. O primeiro cria uma sensação de intimidade, enquanto o segundo aposta na expressividade e ventilação. Ambos, no entanto, se integram facilmente a projetos contemporâneos, trazendo identidade e conforto térmico aos espaços.

Seja com o charme artesanal do muxarabi ou a versatilidade do cobogó, esses elementos seguem conquistando arquitetos e entusiastas da decoração por unirem função, beleza e história em um único detalhe.

Siga a Like Magazine no Instagram.

Ana Paula Figueiredo

Jornalista formada pela Unisinos, pós-graduada em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela UniRitter. Atua desde 2007, com experiência em redação impressa de jornal e revistas, produção de conteúdos segmentados de branded content, e cobertura de feiras na área de design, decoração e arquitetura, como CASACOR, Mostra EliteDesign e Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Brasil). Fascinada por literatura, filmes, séries, gatos, café e escrita.

Você também pode gostar...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *