Muros não são a única solução para garantir a privacidade da casa. Escolhas fundamentadas de espécies ajudam a aumentar a sensação de segurança e reservar as áreas íntimas aos moradores. Varandas, espaços de lazer e fachadas se beneficiam destas recomendações, explicam os paisagistas Cleber e Arthur Depieri, do escritório Depieri Paisagismo.
O paisagismo aumenta a privacidade com o uso de cercas-vivas, maciços arbustivos, árvores bem-posicionadas e diferentes camadas de vegetação. A solução é leve e eficiente, dispensando, em alguns casos, recursos construtivos.
“Diferentemente de muros e painéis, que isolam e endurecem o espaço, as plantas permitem a entrada de luz natural, ventilação e mantêm a conexão com o exterior. Outro ponto importante é o conforto ambiental, já que a presença de vegetação reduz ruídos, ajuda a regular a temperatura e melhora a qualidade do ar”, comenta Cleber.

Como garantir a privacidade da casa com o paisagismo
Próximo a janelas e varandas, a recomendação dos profissionais é optar por espécies de porte médio, folhagens leve e de crescimento controlado. As opções mais utilizadas incluem areca-bambu, pleomele, dracenas, clusia e bambu mossô. “O segredo está no espaçamento correto e na condução da vegetação, evitando podas muito rígidas” explica Arthur.

Já na piscina, é importante encontrar o equilíbrio entre privacidade e baixa manutenção. Palmeiras de pequeno a médio porte, como areca-bambu, palmeira-leque e palmeira-fênix-anã estão entre as sugestões dos paisagistas. Além disso, para complementar, espécies tropicais como helicônias, alpínias, costela-de-adão e filodendros são responsáveis por ajudar a fechar visualmente o entorno.
“É importante evitar plantas que soltam muitas folhas, flores ou frutos dentro da piscina. O desenho deve priorizar volumes orgânicos, com vegetação em diferentes alturas, criando um cercamento natural e elegante”, indica o profissional.

Por fim, para as fachadas, a estratégia recomendada é trabalhar com jardins frontais estruturados em camadas. A combinação deve incluir forrações, arbustos e pequenas árvores. Murta, eugenia, clusia, podocarpo e arbustos tropicais são algumas das indicações. “O uso de desníveis suaves, caminhos bem definidos e iluminação paisagística também reforça a sensação de segurança, deixando claro o limite entre o espaço público e o privado”, finaliza.

