Bem-Estar

Óleos essenciais: os aliados naturais da saúde respiratória no inverno

Aromaterapia pode ajudar no alívio de doenças respiratórias comuns no outono e inverno. Veja quais óleos essenciais usar.

Publicado em: 30/05/2025 16:35
Última atualização: 30/05/2025 16:35

Em meio às mudanças climáticas, cuidar da saúde respiratória se torna um desafio. Isso porque a queda das temperaturas e a baixa umidade relativa do ar afetam diretamente os mecanismos de defesa das vias aéreas, tornando o organismo mais vulnerável à entrada de vírus e bactérias. Assim, esse ambiente favorece o surgimento de doenças como gripes, resfriados, crises de sinusite, bronquite e asma, por exemplo. A seguir, veja como os óleos essenciais podem ajudar a combater esses problemas.

A elevação na concentração de poluentes atmosféricos agrava ainda mais esses quadros, enquanto o hábito de permanecer em locais fechados e mal ventilados contribui para a disseminação de infecções. Segundo o Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, os atendimentos por doenças respiratórias crescem entre 30% e 40% durante esse período. 

Diante desse cenário, a aromaterapia tem se mostrado uma possibilidade complementar eficaz. A prática, que utiliza compostos naturais extraídos de plantas, oferece benefícios que vão desde a ação antimicrobiana até o suporte ao sistema imunológico e o alívio de sintomas como congestão nasal e tosse.

Quais óleos essenciais usar?

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A enfermeira e aromaterapeuta Talita Pavarini, especialista em práticas integrativas, destaca que os óleos essenciais podem atuar em três frentes: propriedades antimicrobianas, fortalecimento imunológico e regulação emocional. 

“Óleos como Tea Tree (Melaleuca alternifolia) e Ravintsara (Cinnamomum camphora ct. 1,8-cineol) são potentes antivirais e antibacterianos, ideais para prevenir e aliviar infecções respiratórias. Já a Hortelã-pimenta (Mentha x piperita) atua como descongestionante e anti-inflamatório, oferecendo alívio imediato da obstrução nasal”, explica.

A especialista ainda ressalta que a aromaterapia pode ser uma importante aliada para os grupos mais suscetíveis às variações climáticas, como crianças e idosos. “Para o público infantil, especialmente menores de três anos, é importante evitar óleos com concentrações elevadas de 1,8-cineol, que podem causar irritações. Já com os idosos, recomenda-se iniciar o uso com baixas diluições, devido à maior sensibilidade da pele, mudanças no metabolismo e uso de medicamentos. Em ambos os casos, é fundamental buscar a orientação de um profissional capacitado”, alerta Talita.

Benefícios emocionais

Além dos efeitos fisiológicos, os benefícios emocionais da aromaterapia também são valiosos durante o outono. A redução da exposição solar e o aumento do tempo em ambientes fechados podem afetar o humor e os níveis de energia. 

Nesse sentido, óleos como Laranja-doce (Citrus sinensis) ajudam a promover sensações de bem-estar e conforto emocional, ao mesmo tempo em que contribuem para a melhora da qualidade do sono, outro fator essencial para a recuperação do organismo frente a doenças respiratórias.

Talita ainda recomenda o uso de difusores ultrassônicos e sem filtro como forma segura e eficiente de dispersar os óleos essenciais no ambiente, melhorando a qualidade do ar e contribuindo para a umidificação. “A umidificação correta do ar ajuda a manter as vias respiratórias protegidas contra agressões externas. O uso de óleos essenciais nesse processo potencializa os efeitos preventivos e terapêuticos”, pontua.

⚠️ Cuidados importantes

No entanto, ela faz um alerta importante quanto à escolha dos produtos: “É essencial adquirir óleos essenciais puros (nunca essências) de procedência confiável. O frasco deve indicar o nome botânico completo, quimiotipo, método de extração e origem da planta. Produtos vendidos em embalagens plásticas ou transparentes, ou com preços muito abaixo da média, podem estar adulterados”, adverte.

Também é necessário respeitar as contraindicações. Gestantes, por exemplo, devem evitar óleos com alta concentração de cetonas, como o Alecrim qt. Cânfora e Sálvia-esclaréia. Já pessoas com histórico de convulsões não devem usar substâncias com cânfora ou tujona, que podem ser neurotóxicas em algumas concentrações.

Por fim, para além da prática terapêutica, Talita reforça que a aromaterapia deve estar integrada a um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, hidratação adequada e atenção à qualidade do sono. “O outono é uma excelente oportunidade para olhar com mais cuidado para o corpo e incluir rotinas de prevenção. A aromaterapia pode fazer parte do dia a dia, desde o momento do banho até práticas de relaxamento noturno”, conclui.

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