Bem-Estar

O que é melhor: técnica 12-5-30 ou caminhada japonesa?

Duas técnicas retornam de tempos em tempos às redes sociais, às academias e aos parques: o método 12-5-30 e a caminhada japonesa. Com opções tão distintas e que prometem muitos benefícios, é difícil escolher a melhor alternativa quando o objetivo é emagrecimento. Por isso, a redação apresenta um panorama das práticas com base em estudos científicos.

A técnica 12-5-30

Popularizada por Lauren Giraldo no TikTok, a técnica 12-5-30 consiste em caminhar na esteira com uma inclinação de 12%, em uma velocidade de 5km/h (a versão original é 12-3-30, com 3 milhas, o equivalente a 4,8km/h) por 30 minutos.

A caminhada japonesa

A atividade desenvolvida por Hiroshi Nose e Shizue Masuki, professores da Universidade Shinshu em Matsumoto, no Japão, é feita com intervalos de caminhada. São três minutos em intensidade alta (acima de 70% da capacidade aeróbica de pico para caminhada), seguidos, então, de três minutos de intensidade baixa (40% da capacidade aeróbica de pico para caminhada). O esquema se repete por pelo menos cinco séries.

Caminhada japonesa ou técnica 12-5-30
@wen_run_fun

O que funciona?

Os estudos sobre as técnicas ainda são iniciais. Conduzida pela Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, a análise sobre o treino 12-3-30 indicou que faltam estudos revisados por pares para comprovar os benefícios. Nesse levantamento, a comparação era entre corrida em esteira em ritmo próprio e o treino 12-3-30.

O estudo analisou tempo de conclusão, gasto energético total, taxa de gasto energético e utilização de substratos (porcentagem de carboidratos e gordura usados para fornecer energia ao corpo) de dezesseis participantes.

O treino 12-3-30 apresentou tempo de conclusão maior, menor taxa de gasto energético, maior queima de gordura e menor uso de carboidratos como fonte de energia. O estudo concluiu, então, que o treino pode ser mais vantajoso para quem quer perder gordura quando comparado à corrida.

Uma análise da Universidade Shinshu, no Japão, comparou a caminhada japonesa com a caminhada contínua de baixa intensidade. O que a pesquisa concluiu é que os participantes que aderiram à caminhada japonesa perderam peso e diminuíram a pressão arterial — mudanças maiores quando comparados ao outro grupo.

Na caminhada japonesa, os efeitos no corpo foram mais significativos. A extensão isométrica do joelho aumentou em 13%, a flexão isométrica do joelho em 17%, a capacidade aeróbica de pico para ciclismo em 8% e a capacidade aeróbica de pico para caminhada em 9%.

A adesão, porém, foi uma questão: 22% das pessoas não concluíram o programa de caminhada japonesa, enquanto 17% não concluíram o outro cronograma de treinos, o que lança luz sobre a necessidade de encontrar a atividade certa para você. A adaptação e a adesão a longo prazo são fatores fundamentais quando o assunto é treinamento e, por isso, a análise individualizada é fundamental.

O que é melhor?

  • Os dois apresentam perda de peso;
  • Os dois têm o mesmo tempo de duração;
  • As duas técnicas podem ser feitas na esteira;
  • A caminhada japonesa pode ser feita ao ar livre, enquanto a técnica 12-3-30 requer mais controle;
  • Houve menos adesão na caminhada japonesa quando comparada à caminhada, mas não existem estudos sobre a adesão do treino 12-5-30.

Amanda Bernardo

Jornalista formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Cobre feiras e novidades de beleza e decoração, como CASACOR e Mostra Glass. Além de repórter no digital, escreve para o impresso e para as redes sociais, com foco no Instagram @likemagazinebr. Apaixonada pela escrita e por séries, livros e filmes de comédia romântica.

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