O tempo passa, mas as boas histórias não envelhecem. Em meio a tantos enredos protagonizados por jovens, há livros que celebram a maturidade, a sabedoria e as novas descobertas que chegam com a idade. Nesse sentido, os livros com protagonistas idosos trazem narrativas que mostram que nunca é tarde para amar, recomeçar ou viver uma grande aventura. São histórias de coragem, humor e sensibilidade, provando que a vida continua cheia de possibilidades – mesmo depois dos 60.
1 – Doce Tóquio (Durian Sukegawa)
Um romance comovente sobre passado, presente e o poder da amizade. Assim, a narrativa traz Tokue, uma mulher idosa com passado conturbado, que aparece na vida de Sentaro, vendedor em uma pequena confeitaria. Ele, com um sonho antigo de ser escritor, bebe demais, talvez para esquecer seu histórico criminal. Ela ensina a ele como fazer sua tradicional pasta de feijão doce, e quando a amizade surge, é hora de revelar seu segredo tão guardado.

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2 – Os dias em que mais te amei (Amy Neff)
Esse, talvez seja o livro que mais aparece nas minhas listas e indicações de 2025, e de novo trago aqui porque merece muito que todo mundo o leia. A história retrata o passado e presente de Joseph e Evelyn, um casal já idoso. Eles se conheceram ainda crianças e são casados há mais de 50 anos. Um dia eles reúnem os três filhos para comunicar algo perturbador: que em um ano eles pretendem não mais viver, pois um deles está doente e o outro não imagina a vida sem o parceiro (a).

3 – O velho e o mar (Ernest Hemingway)
É um clássico da literatura mundial, impresso pela primeira vez em 1952 e no ano seguinte recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção. A obra narra um momento da vida do experiente pescador Santiago. Quando já faz 84 dias que ele não pesca nenhum peixe e começam boatos de que é azarento, ele decide partir para uma missão importante: a de não voltar para casa sem apanhar um único peixe. Em sua viagem sozinho em alto-mar e à aventura que se propõe, ele vive momentos de certeza, solidão e resiliência.

4 – Violeta (Isabel Allende)
Primeira menina em uma família de cinco filhos, Violeta nasceu pouco depois da gripe espanhola. Do nascimento à sua vida centenária, ela conta em uma carta dedicada a alguém especial toda sua vida, as agruras, felicidades, amores, decepções e perdas. O leitor a acompanha nessa jornada que passa por importantes fatos históricos, como a conquista das mulheres ao direito ao voto, cenários políticos e sociais, até a pandemia da Covid-19.

5 – A palavra que resta (Stênio Gardel)
Desde cedo, Raimundo ajudou o pai no trabalho na roça. Não foi para a escola, não conheceu as letras. Em sua vida solitária, aos 71 anos decide aprender a ler para descobrir o que significam aquelas palavras escritas na carta que carrega há mais de 50 anos. Então, do amor antigo, proibido e interrompido com Cícero, lhe restou apenas a carta e a saudade.

6 – Leite derramado (Chico Buarque)
Em resumo, a história do personagem principal – um idoso em leito de hospital – é narrada por ele mesmo como um monólogo de sua trajetória. Entre lembranças e fatos, ele recria vivências, sua linhagem com os ancestrais portugueses, a vida no Rio de Janeiro, e como em um quebra-cabeça, destaca a paixão por uma mulher e a possibilidade de viver no mesmo momento em que o tataraneto.

7 – O arroz de Palma (Francisco Azevedo)
Com uma escrita comovente, a obra traz Antonio, 88 anos, como o narrador da trajetória de sua família, vinda de Portugal para o Brasil em busca de melhores condições de vida, além de todo o contexto e importância do arroz, jogado pela tia no casamento de seus pais. Enquanto ele prepara um almoço especial para a família – os idosos e todos os descendentes – a história é contada por meio de suas lembranças. Assim, é uma leitura que vale muito a pena, é memorável, daquelas que você tem vontade de marcar várias frases.

