Decoração

Mais do que estética: o que significa o Design Wellness, segundo a psicologia

Por muito tempo, o luxo esteve atrelado ao que chamava atenção: brilhos, excessos, objetos de status, assim como os ambientes instagramáveis e os móveis espelhados. Porém, nos últimos anos – especialmente desde a pandemia de Covid-19 –, ocorreu uma mudança no comportamento e desejos dos moradores, dando lugar a um novo movimento: o Design Wellness. Hoje, o verdadeiro requinte está no que não se vê, mas se sente. E mais do que nunca, ele começa em casa.

O que é o Design Wellness?

O novo olhar sobre o morar prioriza a estética do bem-estar. Segundo a arquiteta especialista em design de interiores Rose Chaves, trata-se de uma abordagem que troca a ostentação por sensibilidade e convida o lar a ser mais do que bonito – a ser terapêutico.

Rose chama esse momento de Era do Silêncio Emocional, em que o design de interiores se torna uma extensão do cuidado pessoal, e reforça que o verdadeiro luxo está na experiência sensorial. “Uma casa bem desenhada é uma casa que abraça, que cuida do seu tempo, da sua energia e do seu descanso”, aponta.

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A tendência como terapia

Para a arquiteta, o Design Wellness não é apenas uma tendência, tendo forte conexão com a psicologia. Isso porque “é uma ferramenta concreta para restaurar o bem-estar emocional das pessoas”.

Na prática, o Design Wellness se manifesta em escolhas simples, mas potentes, como uma cabeceira de veludo que conforta, uma poltrona em linho que acolhe no fim do dia ou uma mesa redonda que aproxima. Além disso, os materiais naturais, formas arredondadas, tons suaves e texturas orgânicas criam espaços que favorecem o bem-estar, a calma e a presença.

Vantagens de incorporar o Design Wellness no lar

Para quem busca deixar os cômodos do lar mais acolhedores, optar pelo Design Wellness pode ser a solução. Dessa forma, os ambientes deixam de ser vitrines e passam a ser refúgios. A cozinha dos sonhos já não é a que impressiona nas fotos, mas a que convida à conversa. A sala ideal é aquela em que cabem abraços longos, silêncios confortáveis e risadas espontâneas.

O novo luxo não está mais nas marcas visíveis, mas nos afetos invisíveis que um ambiente é capaz de nutrir. “É essa reflexão que tem guiado uma geração inteira de consumidores que já não buscam mais móveis, mas sim experiências”, destaca Rose. “Não compram mais para impressionar visitas, mas para se reconectarem com aquilo que os sustenta por dentro.”

Prática globalizada

Essa transformação é global. Nas últimas feiras de design em Milão, o que brilhou foram os estúdios que apostaram em composições sensoriais e silenciosas – destacando a madeira bruta, tecidos naturais, formas suaves, iluminação acolhedora e tons terrosos. Tudo em nome de uma casa que não cansa, mas cura.

Hoje, a forma de consumo busca a restauração do ambiente como meio de acolher a si mesmo: “A casa wellness é mais do que uma tendência: é uma resposta à exaustão de uma sociedade que se cansou de parecer forte e quer, finalmente, se sentir em paz e o design é o caminho mais íntimo, silencioso e transformador para chegar lá.”

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Ana Paula Figueiredo

Jornalista formada pela Unisinos, pós-graduada em Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais pela UniRitter. Atua desde 2007, com experiência em redação impressa de jornal e revistas, produção de conteúdos segmentados de branded content, e cobertura de feiras na área de design, decoração e arquitetura, como CASACOR, Mostra EliteDesign e Feira Internacional de Fornecedores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis (Fimma Brasil). Fascinada por literatura, filmes, séries, gatos, café e escrita.

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