Bem-Estar
Clubes de leitura e saúde mental: descubra o impacto positivo dessa relação
O número de clubes de leitura vem crescendo, trazendo a possibilidade de novas conexões e momentos de bem-estar
Última atualização: 08/10/2025 10:49
É inegável que o hábito da leitura impacta significativamente no bem-estar das pessoas, no vocabulário e escrita, no pensamento crítico, na descoberta de novos conhecimentos, e até mesmo reflete na saúde mental. A prova disso é o número cada vez maior de clubes de leitura que surgem a todo momento.
O artigo Leitura e bem-estar: o papel dos clubes de leitura na saúde mental, publicado em outubro de 2024 pela Revista Sociedade Científica, mostra que os clubes promovem um espaço de acolhimento e diálogo, sendo também um ambiente inclusivo.
“Esses clubes servem como espaços para compartilhamento de experiências e perspectivas, permitindo que os participantes desenvolvam habilidades interpessoais e fortaleçam laços sociais. A interação social e o apoio mútuo são conhecidos fatores de proteção para a saúde mental, ajudando a combater sentimentos de solidão e isolamento. O ambiente de apoio emocional criado pelos clubes de leitura pode, portanto, ter um impacto positivo significativo na saúde mental dos participantes”, destaca o texto.
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O tema é destaque de obra
Além de ser um local para compartilhar dicas e opiniões sobre os livros, muitos clubes de leitura se firmam como um momento saudável de convívio em grupo e reforçam a importância da socialização, influenciando também – em alguns casos – na diminuição do estresse, ansiedade e solidão. Assim, é nesse contexto que o livro Temos fome, somos loucas, da jornalista e escritora Maura Campanili mostra como a proposta de um clube de livro pode representar elementos de cuidado coletivo.
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A trama
Em Temos fome, somos loucas, a autora traz a trajetória do Círculo Feminino de Leitura (CFL), um clube formado por 11 mulheres com mais de 50 anos. O que surgiu com o simples propósito de trocar ideias sobre os livros lidos – há mais de 15 anos –, transformou-se. Mais do que encontros literários, o CFL é um local de troca e escuta ativa, abrangendo debates sobre temas relevantes, surgidos a partir das obras e da própria conexão entre elas.
“Na época, os clubes de livro não eram comuns e tivemos que ir inventando nosso próprio jeito de nos reunir. Achávamos que o interesse poderia se perder com o tempo, mas aconteceu exatamente o contrário. Os encontros foram ganhando mais importância e profundidade”, relata Maura.
Clubes de leitura de gente famosa
Influenciadores literários como Pedro Pacífico (@bookster) e Gabi Barbosa (@umacertagabi), e personalidades também aderiram aos clubes de leitura. A atriz americana Reese Witherspoon tem o projeto Reese's Book Club, a atriz brasileira Sophia Abrahão criou o Projeto Entrelivros e a apresentadora e jornalista Oprah Winfrey mantém o Oprah’s Book Club.
Leitura é tendência no universo da moda
Os interesses literários também estão invadindo o universo da moda de luxo. Marcas como Gucci, Miu Miu, Chanel e Dior também criaram os próprios projetos de encontros e clubes de leitura. Por exemplo, o Womens Tales Book Club, criado pela Miu Miu reúne escritores, atrizes e celebridades para debates de obras escritas por mulheres.
Para Daisy Gouveia, apresentadora, escritora, influenciadora digital e criadora do Clube de Leitura da Daisy, o objetivo das marcas é agregar valor de sofisticação e profundidade, instigar o público com eventos exclusivos proporcionando o desenvolvimento do hábito da leitura, além de posicionar a marca como apoiadora da cultura. “O lado bom é a democratização da leitura. Não interessa onde e como iniciou o despertar pela literatura, mas como foi incorporada”, afirma.
Clube do livro da Like Magazine
Aqui, na Like Magazine somos defensoras da leitura, tanto que até criamos um clube do livro da redação. Dessa forma, a cada mês sorteamos um título e em outubro teremos nossa sétima leitura compartilhada,o livro policial E não sobrou nenhum (Agatha Christie). Pelas nossas percepções já passaram as obras A outra (Mary Kubica), Oração para desaparecer (Socorro Acioli), Leitura de verão (Emily Henry), O ano em que morri em Nova York (Milly Lacombe), Sete anos entre nós (Ashley Poston) e A última carta (Rebecca Yarros).
Em resumo, por experiência própria, posso dizer que vale a pena participar de um clube de livros. Além da leitura de títulos diferentes, que talvez eu não fosse ler por escolha própria, temos uma troca constante de opiniões, teorias e novas dicas de títulos.
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