Moda
Fashion Weeks: big four das passarelas tenta resgatar público de dois milhões de espectadores
O retorno do Big Four (Nova York, Londres, Milão e Paris Fashion Week) da moda internacional promete aquecer o mercado em plena temporada de primavera
Última atualização: 11/06/2026 12:07
Imagine reunir dois milhões de participantes ao redor das passarelas e ‘maisons’ do mercado da moda. Imaginou? De acordo com os dados da Gitnux, esse fenômeno é atribuído às “semanas de moda”, que desejam repetir o movimento milionário após três anos do boom fashion em formato híbrido.
Para especialistas do setor, o momento é estratégico para a indústria da moda. A chegada do “Big Four” das fashion weeks deve aquecer o mercado e preparar o calendário internacional para setembro, quando têm início as temporadas de primavera em Nova York, Londres e Milão, encerrando o ciclo em 6 de outubro com a ‘Semana de Moda de Paris Primavera 2027’.
Nos bastidores das Semanas de Moda
Apesar do auge concentrado nos desfiles, os preparativos começam já em junho. Nos bastidores, as modelos passam por rotinas intensas de preparação. Entre elas, ‘runway training’(treinamento de passarela), testes de fotogenia, avaliação de medidas, postura corporal, portfólio e construção cênica.
Além das modelos, uma preparação multidisciplinar mobiliza diferentes profissionais da moda, durante a maior temporada de casting do mundo. De acordo com a empresária e CEO da Model Club Agency, Mônica Mota, o sucesso no exterior depende de um planejamento invisível aos olhos do público. Nesse sentido, o networking abre portas para o contato com agências como IMG Models (Hailey Bieber),Elite Model Management, Look1 Models, Next Management, e Ford Models.
"As fashion weeks representam o resultado de uma preparação iniciada muito antes dos desfiles. O mercado internacional exige planejamento, direcionamento e entendimento profundo das características de cada praça. Um perfil que funciona em Milão pode não atender às demandas de Londres ou Nova York. Da mesma forma, a alta-costura em Paris pode não atender um determinado perfil de modelagem. Por isso, o trabalho desenvolvido foca não apenas na imagem do modelo, mas também na sua capacidade de se posicionar de forma estratégica em diferentes mercados", afirma.
Por trás desse processo está uma extensa articulação com scouts e produtores de casting que atuam nos principais polos da moda mundial. Sobretudo, a proximidade com esses profissionais permite acompanhar demandas, identificar oportunidades estratégicas e ampliar a visibilidade dos talentos brasileiros no exterior, aumentando as chances de inserção em desfiles de grifes globais como Gucci, Miu Miu, Saint Laurent, Balenciaga, Versace e Fendi. Não é atoa que o período de candidatura ao casting ainda continua ao longo do mês de junho.
À frente do trabalho de casting e preparação há três décadas, a empresária e CEO da Model Club Agency, Mônica Mota, apelidada de “Fada Madrinha” das modelos, é considerada uma das pioneiras na projeção de new faces em ares internacionais e no fortalecimento do mercado da moda, cuidando de novos talentos como Josefa Santos (Valentino), Beatriz Santos (Ami Paris) e mais de 100 modelos.
Talentos brasileiros na moda internacional
Outro destaque das fashion weeks neste ano é a presença das modelos brasileiras. Queridinhas entre o público e as maisons, Mônica explica que os talentos nativos se destacam pelo profissionalismo, versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes mercados.
“As modelos brasileiras costumam chamar atenção naturalmente pela autenticidade, diversidade de perfis, facilidade de adaptação e forte presença diante das câmeras e nas passarelas. São características que mantêm o Brasil entre os países mais observados pela indústria fashion global”, conclui.
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