Decoração

Não basta ter um bom colchão, é preciso observar também a altura da cama

Ao projetar um dormitório, é natural que a cama seja o centro das atenções. Mas, um fator que também merece a atenção é a altura da cama.

Publicado em: 08/05/2025 11:33
Última atualização: 08/05/2025 11:43

Ao projetar um dormitório, é natural que a cama seja o centro das atenções. Afinal, ela representa conforto, acolhimento e bem-estar, especialmente em dias em que o corpo e a mente pedem descanso. Mas, além de pensar em tamanho e estilo, um fator muitas vezes negligenciado merece atenção especial: a altura da cama.

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Altura da cama: cuidados que devem ser tomados

A arquiteta Cristiane Schiavoni alerta que, embora, o quarto deve respeitar as características individuais de cada morador, a altura das camas tem ficado mais altas, muitas vezes passando do normal. Modelos como as camas box, que combinam a base com colchões de mola e pillow top, chegam facilmente a 75 ou 80 cm de altura – praticamente a altura de uma mesa. Segundo Cristiane, a altura adequada da cama oferece ergonomia para o bem-estar diário, e isso impacta até mesmo na qualidade do sono.

Quarto de casal com cama e cabeceira cinza e meia parede em gesso
Quarto com parede em 3d, cabeceira estofada modular cinza e arandelas metálicas

Impactos na saúde do sono

A elevação excessiva das camas atuais pode prejudicar a ergonomia e dificultar ações simples do dia a dia, como sentar e levantar. Movimentos repetitivos e inadequados, como ‘pular’ para subir ou forçar a postura ao descer, podem provocar dores na coluna e nos joelhos com o tempo. “Em detrimento às tendências da indústria moveleira, a comodidade e a segurança estão ficando em segundo plano”, afirma Cristiane. Por isso, a arquiteta reforça: o ideal é que, ao sentar-se na cama, os pés toquem o chão com firmeza, facilitando a mobilidade e evitando esforços desnecessários.

Qual a melhor altura para cada fase da vida?

Para adultos, a altura recomendada fica entre 45 e 55 cm, no máximo chegando aos 60 centímetros, desde que a pessoa consiga apoiar firmemente os pés no chão sem esforço enquanto está sentado.

Quarto com teto branco, papel de parede listrado, cabeceira estofada cinza com roupa de cama azul

Já para crianças pequenas, que precisam de mais segurança, o ideal é que a cama tenha no máximo 40 cm, com proteções laterais e, se possível, um tapete ou almofadas por perto para amortecer possíveis quedas. A partir dos oito anos, a criança já pode dormir em uma cama de solteiro com altura tradicional.

Quarto de criança com mapaz mundi na parede lateral à cama, mesa e cadeira e bonecos de super-heróis
Quarto com papel de parede e enfeites na parede
Quarto infantil com cama espaçosa e nichos na cabeceira com enfeites

Cristiane destaca que, no caso dos idosos, a cama box não deve ser considerada como opção, já que, naturalmente pessoas nessa faixa etária enfrentam redução da mobilidade. Portanto, camas mais baixas são imprescindíveis para garantir autonomia e prevenir acidentes.

Isso não significa que camas box devem ser descartadas. Elas oferecem vantagens, especialmente em dormitórios compactos, ao incorporar baús que otimizam o armazenamento. Mas, é fundamental avaliar se o modelo atende às necessidades físicas dos moradores. Conforto, segurança e estilo podem – e devem – caminhar juntos. Por isso, ao planejar o quarto dos sonhos, vale lembrar: mais do que beleza, a cama certa começa pela altura adequada.

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