Bem-Estar

6 dicas de Augusto Cury para tornar o lar emocionalmente estável

Deseja aprender a gerir melhor as emoções? Confira seis dicas de Augusto Cury para enfrentar problemas com resiliência

Publicado em: 16/10/2023 14:21
Última atualização: 18/10/2023 11:28

Leitores de auto-ajuda certamente já ouviram falar no psiquiatra e autor de best-sellers, Augusto Cury. O especialista reúne mais de 7,3 milhões de seguidores no Instagram e fala, principalmente, sobre como gerir as emoções. Pensando em como a dinâmica familiar desempenha papel fundamental no desenvolvimento emocional das pessoas e impacta na capacidade individual de enfrentar problemas com resiliência, a Mentes Saudáveis, Lares Felizes, elencou seis dicas de Augusto Cury para tornar o lar emocionalmente estável. Confira:

Augusto Cury

Seis dicas de Augusto Cury

Ter escuta ativa

Famílias emocionalmente saudáveis reconhecem a importância das emoções e cultivam um ambiente onde todos se sintam seguros para expressar os sentimentos. Isso envolve, por exemplo, a empatia, a escuta ativa e o respeito pelas emoções dos outros. Para Cury o primeiro passo para transformar um imóvel em lar é aprender a valorizar a vida. “É abraçar mais e julgar menos, é transformar o caos em oportunidade, as perdas em ganhos, as crises em esperança.  Essa habilidade não é um dom genético, mas um treinamento diário, semanal, mensal”, sintetiza.

Expressar as emoções e lidar com os sentimentos em família

Segundo o psiquiatra, o lar não deve ser um lugar para descarregar as energias pesadas, tensas e ansiosas do dia a dia. Nesse sentido, indica desenvolver um ambiente leve e tranquilo. “Você não nasce feliz, você treina para ser feliz. Não nasce tranquilo, treina para ser tranquilo. Você educa a sua emoção para desenvolver essas habilidades”, aconselha Cury. Pais e cuidadores desempenham um papel crucial como modelos de comportamento emocional para os filhos. Quando os adultos demonstram habilidades de gestão emocional saudável, como lidar com o estresse de maneira construtiva e expressar as emoções adequadamente, estão ensinando lições valiosas às crianças e aos jovens.

Palavras construtivas precisam ser ditas

A terceira dica apresentada por Augusto Cury durante sua palestra para convidados da Construtora Equilíbrio está relacionada aos elogios. Para ele é preciso dizer palavras mais construtivas e que tragam orgulho ao familiar, ao invés de ser um juiz radical.  “Você não consegue mudar o outro, nem mesmo um psiquiatra consegue. Mas você pode contribuir para que se recicle. Isso é feito quando você distribui um elogio, quando olha para uma pessoa que errou e a surpreende falando do orgulho que sente dela e das suas qualidades”, ressalta.

Cobrança e sobrecarga não combinam com afeto

Cobrar muito de si e dos outros é o quarto e quinto passa a ser dado na esfera familiar. “Quem cobra demais de si e dos outros não tem gestão da emoção. Está apto para trabalhar numa financeira, para cobrar dívidas, mas não para construir uma família alegre, bem-humorada, saudável e saturada de amor”, aconselha. Segundo Cury é por isso que algumas pessoas não conseguem descansar e atingir o bem-estar, mesmo numa residência considerada confortável.

Reciclar o lixo

A última dica, conforme o autor, está relacionada com a reciclagem do lixo. De todas as ferramentas, “nenhuma é tão impactante quanto impugnar, confrontar e discordar de pensamentos e sentimentos perturbadores. É um instrumento poderoso de higiene mental”, descreve Cury. Ele afirma que a autopunição, a autocobrança, os pensamentos asfixiantes, o sofrimento pelo futuro e as preocupações excessivas podem se transformar em um lixo mental e influenciar a convivência dentro do lar.

Por fim, Cury aconselha: “uma das mais belas habilidades socioemocionais é treinar para se doar sem medo e ao mesmo tempo diminuir a expectativa do retorno, inclusive dos mais íntimos, pois são esses os que mais podem nos ferir.”

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