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Valor de Mãe, Mãe de Valor

08.05.2021 por Adriana Sikora Barboza

Foto: Adobe Stock Incansáveis e fortes, as mães são a fonte do maior amor do mundo e cada uma tem uma história singular que merece ser contada. Representando todas elas em seu mês, entrevistamos cinco mulheres com histórias de vitórias, alegrias, lágrimas e aprendizados em trajetórias de amor infinito a seus filhos. No mês delas, a Like realizou a campanha Valor de Mãe, Mãe de Valor, com patrocínio da Joalheria e Óptica Scheffler. 

Identificada com a especial homenagem, a empresária Aline Cristina Scheffler, proprietária da Joalheria compartilha seu sentimento: “Mãe pra mim sempre fez muito sentido, sempre tive a minha ao meu lado como amiga. Sempre amei minha mãe e tudo fez mais sentido quando me tornei mãe de dois: Vitória, 5 anos, e Bruno, 3 anos. Acho que realmente se tem outra razão de viver. Teu coração está batendo fora do teu peito. Devemos enaltecer todas as mães, especialmente nesse momento de pandemia, em que assumiram ainda mais papeis importantes na vida dos filhos. São guerreiras, únicas e especiais.”

Conheça a seguir Aline e Paola, Carol, Greice e Júlia: são puro amor!

Aline e Paola, mães de Vinícius e Davi, de Esteio

Foto: Acervo pessoal O casal formado pela professora Aline Cristine da Silva, 43 anos, e a doutora em Psicologia Paola Vargas Barbosa, 41, sempre desejou viver o sonho da maternidade. Em 2015, elas realizaram uma fertilização in vitro e deram à luz aos gêmeos Vinícius e Davi, de 5 anos. “Sempre tínhamos a certeza que seríamos mães. Acreditávamos na realização desse sonho e quando tivemos a certeza de que estávamos grávidas nada era mais importante do que aproveitar aquele momento único em nossas vidas”, conta Paola.

Foto: Acervo pessoal

A ideia inicial era a de que cada uma vivesse uma gestação de cada vez. Mas quis o destino que fossem gêmeos na primeira tentativa e o casal decidiu então que o sonho estava realizado: “Aline teve uma gravidez ótima! Curtimos cada etapa da gestação com muita alegria e ansiedade pois sabíamos que a nossa vida mudaria para sempre, para melhor! Vinícius e Davi nasceram em novembro de 2015, com 37 semanas. Vinícius nasceu com 3,125 kg e Davi com 3,200kg. Lindos!”
Aline completa: “Ser mãe é um sonho. Uma incrível aventura, é um amor sem medidas, é um sentido para a vida”. Um dos grandes momentos da chegada dos meninos é que as duas mães puderam amamentar. Paola fez um tratamento durante a gravidez da Aline e também conseguiu desfrutar da experiência.

MAIORES ALEGRIAS:
Aline e Paola - Todo dia é cheio de alegrias e realizações. Ter dois guris carinhosos que nos olham e dizem que nos amam é a maior alegria das nossas vidas. Ver o desenvolvimento, suas conquistas, seus aprendizados é sempre uma satisfação.

MAIORES APRENDIZADOS:
Aline e Paola - Não temos controle de tudo. Não existe uma receita pronta de como criar filhos com sucesso. É uma aprendizagem contínua, de erros e acertos. Temos que nos guiar pelo amor e uma tentativa diária de fazer o que é melhor para o desenvolvimento deles.

Foto: Acervo pessoal

MAIORES DESAFIOS:
Aline e Paola - Conciliar família e trabalho. O tempo com eles nunca é o bastante.

HOBBIES FAVORITOS DA FAMÍLIA:
Aline e Paola - Acampar. Adoramos sair de férias e montar nosso acampamento e curtir muitos dias na praia. Fazemos isso com os guris desde que eles tinham 2 anos de idade. Hoje eles já pedem para acampar, pois aprenderam a gostar dessa atividade em família.

LUGARES ESPECIAIS:
Aline e Paola - Vitória/ES por conta da família da Paola (encontrar os avós, tios e primos) e a Pinheira/SC, nosso destino favorito nas férias de verão para acampar. Praia é sempre uma boa pedida!

SONHOS QUE JÁ REALIZARAM JUNTOS:
Aline e Paola - Nosso maior sonho realizado é ter a nossa família e o amor só cresce!

SONHOS A REALIZAR:
Aline e Paola - Poder proporcionar para eles boas oportunidades, como um ensino de qualidade, vivências culturais. Desejamos que eles sejam homens que respeitem as pessoas, a família, as diferenças. Que percebam que o amor da nossa família será sempre um porto seguro para eles. Sonhamos nossos filhos possam viver num mundo menos preconceituoso que o nosso na atualidade. Sabemos que somos privilegiadas (somos brancas, de classe média, com formação acadêmica, carreiras...) mas temos medo de que o preconceito das pessoas possa afetá-los de alguma forma. Sonhamos que a nossa família seja sempre um motivo de orgulho para eles. Desejamos seguir fazendo com que as pessoas percebam que somos apenas uma família como todas que tenham e valorizem o amor como prioridade.

Foto: Acervo pessoal

Carolina Passos, mãe do Joaquim, de São Leopoldo

Foto: Acervo pessoal Aos 19 anos, a social media Carolina Passos ainda não planejava ser mãe: “Foi uma surpresa, estava começando um relacionamento e engravidei. Mas o Joaquim foi a melhor surpresa da minha vida!” Hoje, aos 26 anos ela define a maternidade da seguinte forma: “Ser mãe é se doar, é abrir mão, é ver o mundo e as pessoas de outra forma, sem egoísmos, é entender o real sentido de amar alguém, até mais que você mesma!” Joaquim hoje com 6 anos possui necessidades especiais e ao longo da vida recebeu diversos diagnósticos desafiadores, tais como paralisia cerebral e epilepsia.

Com positividade e perseverança, Carol celebra cada vitória e espera por um lugar mais digno para os cadeirantes: “Desafio é algo que sempre enfrentamos. Hoje em dia ele usa cadeira de rodas e poucos são os lugares acessíveis para andar com ela”, relata. O exemplo de garra encoraja a todos com foco em união: “Todos nós temos capacidade de vencer qualquer obstáculo, em qualquer área da vida. A minha foi com meu filho, nós vencemos tantas coisas... Mas a luta é diária e se pudermos contar uns com os outros, de mãos dadas, a solidariedade pode mudar a vida de muitas pessoas que vivem sem esperanças. Não permita que alguém que você conheça só exista, permita que ele viva!”

SER MÃE É:
Carolina - Para mim ser mãe é se doar, é abrir mão, é ver o mundo e as pessoas de outra forma, sem egoísmos, é entender o real sentido de amar alguém, até mais que você mesma!

AS MAIORES ALEGRIAS:
Carolina - Minhas maiores alegrias foram e são ver as evoluções do meu filho, conquistar auxílios e tratamentos para ele, acompanhamentos de especialistas, uma assistência como ele merece! Um exemplo foi quando ele retirou a sua traqueostomia (por onde ele respirava, retirando-a em janeiro de 2020).

Foto: Acervo pessoal

MAIORES APRENDIZADOS:
Carolina - Muitos! Me tornei uma pessoa muito melhor, amadureci muito, passamos por diversas situações em hospitais. Saber que existem pessoas que sofrem e padecem por falta de estrutura para um tratamento adequado é impactante. Crianças especiais ainda não são tão reconhecidas e aceitas, temos que lutar muito ainda pela inclusão, só sabe quem vive.

Foto: Acervo pessoal

MAIORES DESAFIOS:
Carolina - Tivemos diversos tipos de desafios de saúde, financeira, psicológica e emocional. Joaquim internou 15 vezes em 1 ano, teve que passar por algumas cirurgias como gastrostomia (por onde ele se alimenta) e a traqueostomia. Ele teve muitos diagnósticos, o primeiro foi de paralisia cerebral, que não esperávamos e nos chocou muito, toda família. Depois a epilepsia, a alergia a proteína do leite da vaca, laringomalacia e faringomalacia, refluxo severo, escoliose, subluxação do quadril, espasticidade e hipotonia. Desafio é algo que sempre enfrentamos.

HOBBIES FAVORITOS DA FAMÍLIA:
Carolina - Joaquim ama paisagens, então saímos com ele para passear na casa de nossos familiares. Na pandemia as visitas acabaram ficando mais espaçadas, mas ainda temos muita vontade de levá-lo à praia assim que possível.

LUGARES ESPECIAIS:
Carolina - Acredito que ainda vamos construir muitos lugares especiais na memória do Joaquim, mas por enquanto é a casa de familiares e as pracinhas.

SONHOS QUE JÁ REALIZARAM JUNTOS:
Carolina - Com certeza a retirada da traqueostomia do Joaquim foi algo histórico e um sonho muito aguardado pela família!

SONHOS QUE DESEJAM REALIZAR:
Carolina - Retirar a gastrostomia e poder ver meu filho caminhando, me chamando de mãe, dizendo “te amo”, me abraçando voluntariamente e comendo pela boca.

RECADO PARA FUTURAS MAMÃES:
Carolina - Com certeza eu seria a pessoa mais improvável de cuidar de uma criança, ainda mais
com necessidades especiais, sem estar casada, morava com meus pais, não tinha formação e
estava estagiando. Mas superei toda e qualquer expectativa e dificuldade existente! Foi a minha maior realização sem dúvidas! Nada é mais grandioso do que ser mãe e sentir literalmente o seu coração batendo do lado de fora do seu peito!

Greice Bauer, mãe de Maria Luíza e Antônio, de Campo Bom

Foto: Acervo pessoal

“Ninguém é pai ou mãe sem querer na adoção. Precisa desejar muito. Não existe história de adoção que não mereça ser contada porque envolvem muita fé e amor”. A definição emocionante é da empresária Greice Bauer, 37 anos, sempre que é perguntada sobre se vai dizer ou não à filha Maria Luíza, de 3 anos e 11 meses que ela foi adotada. O encontro de mãe e filha se deu após um período de imensurável dor, a perda de Antônio, logo após o parto, aos 29 anos. “De um dia para o outro, nós o perdemos. Fizemos o parto e logo após o nascimento, sem eu ter tido a chance de conhecê-lo, passei por uma histerectomia (retirada do útero). Foi desesperador. Minha família estava feliz que eu havia sobrevivido, mas para mim o mundo tinha acabado”.

Foto: Acervo pessoal

No retorno para casa, Greice procurou uma Casa de Acolhimento para doar pertences de Antônio e lá foi seu primeiro contato com crianças acolhidas. “Me tocou muito e foi um grande despertar. Achei a minha dor pequena diante de crianças que passam por negligências e abandonos. A experiência me fortaleceu para seguir com o amor infinito que meu filho havia despertado em mim. E deixei o amor sobressair à dor da perda. Adoção sempre foi um tema muito tranquilo para mim e meu marido Antônio, foi uma escolha lógica. Entramos com o processo de habilitação poucos meses depois do Antônio nascer. Aguardamos 4 anos na fila, pois nosso perfil era bebê e um dia nosso telefone tocou. Do outro lado da linha a assistente social disse: “tem uma criança no perfil de vocês”. Meu coração parou. Conhecemos nossa filha no dia 22 de setembro de 2017, equinócio da primavera. Foi um amor sem explicação à primeira vista. Após 19 dias de adaptação, ela foi para casa e somos muito felizes hoje com a nossa família”, relata Greice.

SER MÃE É:
Greice - É uma incrível oportunidade de nos tornarmos seres um pouco melhores. Ser mãe nos obriga a olhar para dentro, reavaliar nossas atitudes, exercitar nossa tolerância e provar de um amor sem igual. Sempre sonhei em ter uma família, não pensava muito em como seria a configuração. Hoje eu não consigo pensar na minha vida sem ser mãe.

MAIORES ALEGRIAS DA MATERNIDADE:
Greice - Aquele 22 de setembro, quando peguei a Malu no colo a primeira vez. Nada supera aquele encontro.

Foto: Acervo pessoal

APRENDIZADOS:
Greice - Existem coisas que estão totalmente fora do nosso alcance. Na maternidade, por mais que a gente planeje e tente fazer tudo certo, coisas saem do nosso controle e precisamos aceitar da melhor maneira possível. Desde pequenos desafios diários do dia a dia, como a escolha da roupa para sair até uma grande per- da como tivemos com o Antônio, nem sempre é como a gente idealizou.

DESAFIOS:
Greice - Estamos em uma pandemia e o maior desafio hoje é administrar as inúmeras mudanças e ainda preservar a leveza que a infância merece. O papel do adulto que precisa tomar decisões difíceis, trabalhar, dar conta da casa, precisa também ser leve e brincar com a criança como se não houvesse amanhã.

Foto: Acervo pessoal HOBBIES DA FAMÍLIA:
Greice - A gente ama viajar e cozinhar.

LUGARES ESPECIAIS:
Greice - Não temos um único lugar especial, basta estarmos juntos e bem. E se for em frente ao mar, melhor ainda.

SONHOS QUE JÁ REALIZARAM JUNTOS:
Greice - Estamos mudando de um apartamento para uma casa. Era um sonho, que passou a ser ainda mais desejado durante a as restrições impostas durante a pandemia.

SONHOS QUE DESEJAM REALIZAR:
Greice - Viajar muito em família.

PARA QUEM PENSA EM ADOTAR:
Greice - Adoção requer preparo, abrir o coração, priorizar o amor ao invés do DNA. Procure um grupo de apoio. Nos GAAs (Grupo de Apoio a Adoção) os participantes compartilham os anseios de quem está na espera, tira dúvidas e conhece histórias de quem já está com seus filhos. Sou voluntária do Grupo Acolher de São Leopoldo e sempre fizemos a analogia com o pré-natal da espera de um filho biológico.

Quando estamos grávidos passamos por várias etapas para preparar a chegada do bebê. Na adoção, a barriga não cresce, a espera é no coração, mas precisamos nos preparar para a chegada do novo integrante da família da mesma forma. Então comemoramos a habilitação da adoção como o positivo da gravidez e cada encontro é como se fosse a consulta de pré-natal. Até que um dia, o telefone toca, e essa gestação que não tem tempo certo para acabar, chega ao fim. Depois que o filho nasce para essa família, indiferente da idade da criança, o grupo também segue muito importante para o período de adaptação.

Júlia Cardoso, mãe do Daniel, de Canoas

Foto: Acervo pessoal Há dois anos, Julia Cardoso vivia o auge de sua carreira como educadora física quando descobriu que estava esperando o Dani. “Foi uma bela e grata surpresa. No início tive medo mas aos poucos foi embora. Somos muito parceiros e a vinda dele fez muito sentido pra mim”.

Ser mãe ‘solo’ não é fácil em nenhuma esfera, mas hoje Júlia, que também é empresária no ramo da ginástica rítmica, já consegue rir dos perrengues — como fazer compras sozinha com o filho no colo ou cuidar para que ele não quebre uma prateleira — que passou no começo. “Otimizei os processos. Comprei tudo que pudesse facilitar meu trabalho solitário e que suprisse as demandas dele. ”Para quem pensa em produção independente, ela orienta: “Ser mãe solo precisa ser algo muito pensado. É um mundo por vezes cruel e solitário. É importante demais ter uma rede de apoio de pessoas que tenham muito carinho e te entendam. O mais importante: se respeite. Respeite o processo todo. Se precisar (e vai), faça terapia, busque ajuda. Além disso, desfrute do prazer de ter alguém eternamente apaixonado por ti. Esse amor ninguém dá igual.”

SER MÃE É:
Júlia - Ser mãe é a maior responsabilidade que existe! Sentimentos são aflorados e acentuados, a alegria, a tristeza e a solidão. Na maioria das vezes (para não dizer todas), tu esqueces de ti e só o que importa é o bem-estar do filho. Sempre quis ser mãe e ter muitos filhos! Agora penso diferente porque quero dar uma estrutura familiar boa para o Dani.

Foto: Acervo pessoal

MAIORES ALEGRIAS:
Júlia – O Dani é um menino muito esperto e se desenvolve muito rápido. As crianças se bem estimuladas têm alta capacidade que adultos não têm ideia! Estudo muito sobre isso e costumo reproduzir conhecimentos com ele, criando associações rápidas na cabecinha dele, então alegrias temos todo dia! No Natal o "Papai Noel" trouxe um carrinho de supermercado para ele começar a ajudar nas compras! Tem dado supercerto! Na Páscoa o "coelho" trouxe uma vassoura, uma pá e um esfregão. Pra já tomar gosto pelas tarefas de casa.

APRENDIZADOS:
Júlia - Cada criança tem seu tempo e precisamos respeitar, nenhuma é igual a outra. Não existe e nem se deve comparar nosso filho ao de outra amiga ou até mesmo ao seu irmão. As crianças possuem características individuais específicas. E também nada é tão errado assim! Chupar bico, caminhar depois de 1 ano, desfralde aos 3, não conseguir amamentar. Cada caso é um caso.

Foto: Acervo pessoal

DESAFIOS:
Júlia - Criar um filho sozinha já é por si só o maior desafio da vida, né!? Um desafio marcante foi jogar bola e perceber que, na época com 1 ano e meio, ele já entendia que os amigos estavam com o pai e que ele estava com a mãe. Fiz ele entender que é diferente e é muito legal mesmo assim. Hoje o maior é a pandemia, seguir as atividades da escola e ainda entregar meu trabalho com qualidade.

HOBBIES FAVORITOS:
Júlia – Adoramos esportes. O Dani joga futebol e basquete, anda superbem de patinete e adora um passeio e pracinhas diferentes. Tento sempre variar para ele desbravar o ambiente, as plantas, as árvores. Vejo o quanto ele vibra com tudo que o cerca.

LUGARES ESPECIAIS:
Júlia – Nossa casa é o lugar mais especial, sinto que quando voltamos pra ela, ele respira fundo e ama cada pedaço do nosso lar. Isso me deixa orgulhosa de todas as escolhas que fiz pela gente.

Foto: Acervo pessoal SONHOS JÁ REALIZADOS:

Júlia – A ida ele curtiu e a volta voltou aos berros! Mas o destaque foi ter ido para Santa Catarina de carro, sozinha com ele com 1 ano recém completo. Foi desafiador demais! Quando chegamos lá nos abraçamos e eu disse “filho, a gente conseguiu” e eu chorei, obviamente!

SONHOS FUTUROS:
Júlia - Poder mostrar o mundo e também ver esse menino crescer saudável e contribuindo para um mundo melhor e mais justo também.

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