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Autoestima em dia

16.04.2021

A economista Michelle Castro é a idealizadora do projeto Mundo Executiva, que reúne palestras, cursos, podcast e um canal com mais de 80 mil seguidores

Foto: Eduardo Fin

Com experiência de mais de dez anos em Gestão e Liderança na área Administrativa e Financeira, a economista Michelle Castro viu na moda, a chance de elevar a autoestima de mulheres que, assim como ela, vivem em um mercado tão masculino: o corporativo. Através da maior rede social da atualidade, o Instagram, ela criou em 2017 o perfil Mundo Executiva ( @mundoexecutiva), onde dá dicas de estilo para empreendedoras, profissionais e líderes. Em quatro anos já são 83 mil seguidores (95% do sexo feminino, de 25 a 44 anos). O alcance das postagens chega a 203 mil e as visualizações do IGTV batem média de 41 mil. O projeto tem canal no YouTube e podcast e Michelle ainda ministra palestras e cursos. Segundo ela, usar a roupa certa, confere a confiança necessária para a conquista de objetivos.

Na entrevista a seguir, a influencer desvenda alguns segredinhos para o sucesso on-line.


DE QUE FORMA SEU TRABALHO INFLUENCIA POSITIVAMENTE NA AUTOESTIMA FEMININA?

Michelle - A maior mensagem por trás de toda a dedicação ao Mundo Executiva vai além da forma de se vestir: é elevar a autoestima das mulheres, fazer com que elas se valorizem e se amem, todos os dias. Eu costumo falar muito que a roupa que você veste sempre conta uma história e ela deve te representar verdadeiramente. Quando vestimos o que nos representa, a confiança e a autoestima transbordam e não medimos forças para conquistar objetivos. É como se vestíssemos “superpoderes”. Os super-heróis vestem roupas especiais para terem superpoderes, eu também visto uma roupa especial e que me dá muitos poderes.

COMO FOI O COMEÇO DA ATUAL CARREIRA, COMO IDENTIFICOU A OPORTUNIDADE?

Michelle - Foi bem inusitado! Sempre gostei de criar diferentes looks com a mesma peça de roupa e recebia alguns elogios por isso. Foi aí que resolvi, em um domingo de março de 2017, criar uma conta no instagram apenas com a intenção de contribuir com as mulheres na forma de se vestir. Como a minha rotina era a de uma executiva, de sair para trabalhar, eu postava diariamente o meu look do dia e assim fui construindo, sem saber, uma comunidade que se identificava comigo e a minha rotina. Após um período de 13 meses, meu perfil @mundoexecutiva, completou 10K (mil) de seguidores. E foi aí que percebi que meu papel ia além de contribuir na forma de vestir, mas também em elevar a autoestima, a confiança e despertar a prática do autoconhecimento.

NA SUA OPINIÃO, AO QUE SE DEVE O SUCESSO INSTANTÂNEO NA INTERNET? VOCÊ ESPERAVA?

Michelle - Sinceramente, não esperava! E não tenho dúvidas que todo esse crescimento se deve a relação de confiança e identidade que existe das seguidoras com a minha vida real, de mulher executiva. Acredito muito que, o que sustenta a cultura da influência é uma relação de transparência e respeito com a comunidade de seguidores. Não são apenas números, os recebidos ou a vida perfeita de feed de Instagram. É ser menos celebridade e mais verdade!

EM TEMPOS MAIS DEMOCRÁTICOS NA MODA, O DRESS CODE AINDA É RÍGIDO NO MUNDO CORPORATIVO? COMO É POSSÍVELRESPEITAR O PRÓPRIO ESTILO SEM PASSAR DO PONTO?

Michelle - Acredito, sim, que muitas empresas atualizaram seu dress code para algo mais leve, sem tanta rigidez e exigência ao estilo formal. Mas ainda existem aquelas companhias que atualizam o dress code mas mantêm a rigidez no vestir de forma velada. O que só contribui para gerar desmotivação e improdutividade em quem precisa cumprir as regras de vestir algo que não a representa. A melhor forma de respeitar o próprio estilo é adaptar alguma característica própria da sua personalidade ao que está vestindo, de forma sutil. Lembrando que no trabalho a roupa deve contribuir no seu dia.

ESCLARECENDO DÚVIDAS E ENCORAJANDO MULHERES, QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS BUSCAS DELAS?

Michelle - A principal dúvida é como se sentir feliz com a sua imagem e muitas acham que a solução está no vestir uma roupa "bonita" e, claro, o resultado é frustrante. A questão está totalmente associada à autoestima. Elas possuem roupas lindas, mas não estão felizes com o que enxergam no espelho. Vejo que é uma questão de aceitação!

Acabo trabalhando o tema do autoconhecimento. Quando nos conhecemos melhor, entendemos o que de fato faz sentido e nos representa. Deixamos de lado a opinião alheia, cheia de conceitos e regras,  passamos a nos respeitar e nos amarmos como realmente somos.

QUAL SEU RECADO PARA QUEM AINDA NÃO DESCOBRIU SEU SUPERPODER?

Michelle - Com certeza é praticar o autoconhecimento e respeitar os seus limites. Saber dizer não é fundamental, pois passamos a nos respeitar mais e a aceitar o que faz sentido para nossa vida, para o que acreditamos. Trabalhar a autoestima é um esforço diário e que precisamos fazer incansavelmente. É entender que somos a união de nossas características, personalidade e estilo. E isto é o que nos faz sermos únicos e especiais. Saber valorizar isso é libertador!

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