Revista Like Magazine

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Marcelo Boldrini

08/03/2016 / Por: Bruna Kirsch

O gaúcho de 1,86 metro e sorriso fácil que conversamos e fotografamos para esta reportagem especial é Marcelo Boldrini. Hoje com 37 anos, ele prova que a carreira de modelo não tem idade, apesar de ter diminuído um pouco o ritmo de trabalhos no exterior para se dedicar a um novo foco: estudar para ser ator. Boldrini chegou a ser classificado como o 13º melhor modelo do mundo e no seu currículo estão desfiles e trabalhos para marcas como Dolce & Gabbana, Tommy Hilfiger, Versace, Forum, Ellus, entre outras. O modelo saiu do Estado com apenas 20 anos, e passou por São Paulo, Nova York, Milão, Paris, Tóquio, entre outros polos mundiais da moda. Em 2014 voltou a fixar residência no Brasil, dessa vez no Rio de Janeiro, onde realiza diversos cursos de ator. Ainda consegue conciliar trabalhos publicitários no País, principalmente em São Paulo. Uma das características do modelo é não fazer planos e deixar a vida acontecer. “Sempre fui assim. Tento entender o que está acontecendo no momento para saber que caminho tomar. Penso que se eu tomar decisões simplesmente por tomar, posso acabar indo para lugares errados”, diz.

Like Magazine - Como começou a carreira de modelo?

Marcelo - Eu entrei para uma agência de modelos quando tinha 18 anos, quase 19. Entrei na Elite aqui de Porto Alegre. Só que eu estava fazendo faculdade de Publicidade na PUC, então a minha prioridade era a faculdade. O mundo de modelo era um pouco estranho para mim, pois eu não conhecia o mercado.

E quando começou a trabalhar?

Demorou, fui pegar um trabalho um ano e pouco depois. Fiz muitos testes. Acabei pegando um trabalho e no final de 1998 decidi ir para São Paulo. Já que não estava conseguindo estágio resolvi parar de estudar um semestre e tentar a carreira. Foi nesta época que eu peguei um trabalho aqui, daí juntei dinheiro e fui pra lá.

Como foi o início da carreira?

O primeiro semestre foi muito bom. As coisas foram acontecendo. Fui para São Paulo para passar três meses e ganhei dinheiro, então resolvi não voltar. Depois, em 1999, quando houve uma crise no País pararam os trabalhos e no início do ano seguinte me convidaram para ir para Nova York. Dai comecei a trabalhar lá. Depois disso entrei para o circuito e comecei a fazer desfiles, fui para Milão, Paris, Londres...

Para quais marcas já desfilou?

Tenho muitas lembranças. Fiz muito desfile para Dolce & Gabbana que foram muito legais, para a Versace... O primeiro foi em uma passarela que tu saia e não voltava, era de verão e foi em Milão. Teve outro desfile em Milão também que tinha como tema o reggae. Era incrível os caras fumando maconha na passarela. Fizeram dreads nos nossos cabelos, foi impressionante,  eu nunca tinha visto aquilo, era uma festa. Eu fiz desfile para quase todo mundo, só não fiz para marcas que usam muito menininho pequeninho, tipo Prada, Miu Miu, entre outras, porque eu não entrava na roupa...

Acha que a idade começa a pesar para a carreira de modelo?

Estou com 37 anos e nunca imaginei que eu fosse estar trabalhando. Mas, quando fui para o Japão, com 27 anos, eu era o mais jovem da agência. Existe um mercado muito grande. Quando fui para a Europa, a partir de 2010, começou a crescer muito o mercado de cosméticos masculinos. Eu morava na França, onde é a base da L’Óreal. Eu tinha muito trabalho, é impressionante. Eu poderia ainda estar lá fora tentando fazer isso. E isso é a prova, acabei de chegar de São Paulo onde eu estava trabalhando e, querendo ou não, meu perfil ainda serve para vários trabalhos. Para comercial não tem idade. Meu único problema é que formamos um grupo de WhatsApp e colocaram o nome de “vôdelos”. É o pessoal dos anos 1990, início dos anos 2000. E é a mesma galera que concorre para os mesmos trabalhos. Mas eu vivo disso, pago meus estudos, é uma profissão.

Leia a entrevista completa na edição nº 36 da Like Magazine.


Fotos: Fernando Rezende/Especial

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