Revista Like Magazine

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Lições de uma miss

11/07/2016 / Por: Bruna Kirsch

Uma miss que encanta pela sua elegância, simplicidade, beleza e simpatia. Quem conhece Deise Nunes, 48 anos, entende porque há 30 anos ela ganhou o título de Miss Brasil e ficou classificada entre as dez mulheres mais bonitas do mundo no Miss Universo. A porto-alegrense foi a inspiração de muitas mulheres e ainda hoje continua inspirando meninas que querem ser modelos. Não foi à toa que há quatro anos tem sua própria escola de modelos em Porto Alegre. Deise se orgulha ao lembrar que foi a primeira negra a ser eleita no Estado e também no Brasil. “O título foi de grande representatividade para mim e para a minha raça, pois elevou a autoestima dos negros em geral”, aponta. Incentivada pela mãe, Ana Nunes, ela colecionou inúmeros títulos quando criança e adolescente, antes de se tornar tornar Miss Brasil. Sua carreira foi marcada por muitos trabalhos como modelo e em programas de televisão. Com uma memória detalhista e em plena comemoração dos 30 anos de sua coroação, Deise continua esbanjando beleza e jovialidade e nos contou detalhes e lembranças de sua carreira.

 

INCENTIVO DE MÃE

Uma menina predestinada a ser modelo e incentivada e guiada pela própria mãe. Assim podemos definir o princípio da carreira de Deise Nunes. Nascida em Porto Alegre, seu primeiro título foi o de miss simpatia da escola em que estudava, aos 9 anos. Depois de participar de mais alguns concursos de beleza na juventude e de vencer vários deles, sua mãe, Ana Nunes, teve a ideia de inscrevê-la no Miss Rio Grande do Sul. “Eu não tinha mais vontade de participar de concursos, até pelo preconceito que sofri no Rainha das Piscinas, dois anos antes. Mas mesmo assim minha mãe foi lá e me inscreveu”, lembra. Deise se orgulha em dizer que sua mãe sempre foi presente na sua carreira profissional e quando tinha chance até viajava junto. “Nas eliminatórias para o Miss Brasil em São Paulo eu fui sozinha porque só tínhamos uma passagem, mas alguns dias antes do concurso minha mãe também foi a São Paulo”, relembra.

 

PREPARO PARA O CONCURSO

Ao contrário das centenas de opções de tratamentos estéticos, plásticas e próteses que temos hoje, na década de 1980 isso era impensável. Deise diz que o seu preparo para os concursos de miss consistia em massagens e academia. “Não existia nada disso que temos hoje. No Brasil nenhuma jovem fazia tratamentos estéticos. Não utilizavam nenhum artifício como lentes de contato, unhas postiças ou apliques. Há 30 anos cirurgia plástica era coisa para mulher de idade. Eu ganhei o concurso e não tinha muito seio, então coloquei prótese depois, para passar a faixa do Miss Brasil”, diz.

 

MEDIDAS E PADRÃO

Deise revela que a preocupação com as medidas era exigida das meninas que concorriam e eram até mais rígidas que hoje. “Elas deveriam ter 90 centímetros de busto, 60 de cintura e 90 de quadril. Eu tinha 86, 60 e 90”, conta. Ela diz que o que a preocupa atualmente é que muitas meninas entram para o miss querendo ser modelos. “Elas querem transformar o padrão, pois as modelos de hoje são extremamente magras. Não que isso seja feio mas, como estamos falando em beleza, a magreza demais não é sinônimo de beleza. Eu sempre digo que a principal diferença entre modelo e miss é que as modelos entram e saem das passarelas sem que ninguém lembre do seu rosto, até porque a maquiagem é feia para não chamar a atenção, o cabelo é bagunçado... O que tem que chamar a atenção é a roupa. Já no miss, o que tem que chamar a atenção é a própria mulher”, compara.

 

Leia a reportagem completa na edição impressa da Like Magazine de julho.

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