Revista Like Magazine

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Ele é o cara!

07/08/2017 / Por: Camila Severo

Seja nas receitas ou nas atitudes, personalidade não falta a Alex Atala, 49 anos. Hoje um dos principais chefs do mundo, o brasileiro autodidata com as panelas transcendeu o papel de cozinheiro e se tornou um artista da cozinha e um embaixador da gastronomia e dos ingredientes brasileiros. Em uma rápida passagem por Porto Alegre, falou – com um ânimo contagiante e poucas vezes visto em um chef com mais de 30 anos de profissão – sobre amor pelo que faz, Brasil, preconceito, dificuldades e também sobre o trabalho no Instituto Atá. “Resolvi fazer um instituto para cuidar melhor da relação do homem com a comida. Não só do homem que come, mas também do homem que produz.”

Cozinha
"Prato é repetição. É a repetição que leva à perfeição, pois é aí que começamos a perceber pequenas nuances da cozinha, pequenos detalhes.”

Cultura
“Eu fiz um prato que foi considerado um dos 30 mais revolucionários da história. Era um pedaço de abacaxi com uma formiga em cima. Eu não cozinhei, eu juntei... E este prato só entrou para esta lista por algo muito simples: era como um pintor usando uma cor que nenhum outro estava usando. Traz a consciência de que não existe agricultura sem inseto, plantas sem inseto... É um prato que mexe nas entranhas da gente.”

“Por que o Brasil não come as vísceras do boi se aqui do lado se come? Mollejas, rignones (glândulas e rins bovinos assados típicos na culinária uruguaia)... Eu acho delicioso. Tenho clientes que viajam o mundo e comem muito bem... Vão para a Itália e comem um ossobuco, em Nova York comem um brisket. Mas, deixa eu contar uma coisa para vocês: o ossobuco é músculo, o brisket é o peito... Até quando o Brasil vai maltratar o boi ou outro animal? Respeitar àquela morte é fazer seu uso total...E isso a gente aprende comendo, se despindo de dogmas e coisas que falaram para a gente.”

 

Confira a entrevista completa na edição impressa da Like Magazine do mês de agosto (edição nº 52).

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