Revista Like Magazine

Este site foi desenvolvido com uma tecnologia que este navegador não suporta.
O navegador que você está utilizando está desatualizado. Ele possui falhas de segurança e uma lista limitada de funcionalidades. Você perderá qualidade na navegação em alguns sites.


Escolha um novo Navegador e navegue com mais segurança

Estas são as últimas versões dos navegadores gratuitos mais utilizados.



Juntos somos sempre mais fortes

13/07/2017 20:26 / Por Gastronomia

Precisamos falar de Nei! Nei é o braço direito do chef, é um cara simples, de bom trato, trabalhador e pensa no seu emprego como se fosse o dono do restaurante. Não me recordo dele chegar atrasado, muito menos reclamar de ser o último a ir embora. Há 10 anos são os olhos dele que observam tudo quando seus patrões não estão. Na realidade, cá entre nós, ele faz mais falta na engrenagem que os próprios donos quando estão ausentes.

Precisamos falar também de Munir! Munir é um cara trabalhador. Sabe aqueles sócios que carregam o piano e fazem “a coisa” funcionar? Então, ele faz todo o trabalho sujo e pesado, faz as compras, fiscaliza os funcionários e etc. para o seu companheiro de empreitada seguir sua caminhada. Ele sabe que é uma fase e que em um time todos têm o seu papel.

Precisamos falar de equipe! Os holofotes estão sempre em cima de nós, os chefs de cozinha. Entrevistas, fotos em redes sociais, todos querem entender o nosso mundo. Pois então, nós só existimos porque temos equipe. Sem ela não seríamos absolutamente NADA! Possuímos, muitas vezes, empreendimentos com investimentos milionários com nossa assinatura, com nosso cardápio e receitas, mas isso se esvai como um castelo de areia se o seu lavador de pratos não for eficiente.

Presenciei uma das cenas mais bacanas da minha vida profissional ao ver minha grande amiga, a chef Danielle Dahoui, sofrer por uma semana a perda do seu gerente Gean, que há 22 anos era seu braço direito nos seus três bistrôs. Isso mostra o quanto precisamos valorizar as pessoas que são o nosso alicerce para que possamos voar. O egocentrismo e o complexo de superioridade que a mídia trouxe para os chefs de cozinha me fez presenciar situações inconcebíveis nos dias de hoje.

Nesse raciocínio, levo sempre em discussão a divisão dos 10% com todos os funcionários da casa, pois, se o prato atrasar ou o banheiro não estiver limpo, a experiência do cliente não será a mesma. Todas as pessoas de uma equipe são partes de uma engrenagem, devem ser valorizadas e terem a consciência que juntos somos sempre mais fortes. Graças a Deus existem muitos Neis, Munirs e Geans espalhados pelo mundo. Sorte a minha de ter dois deles na minha equipe.

Compartilhe: