Revista Like Magazine

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Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?

08/09/2017 12:40 / Por Gastronomia

Existem alguns hábitos no nosso cotidiano que, de tão corriqueiros, se tornam sinônimos de um encontro. Poucas vezes marcamos um churrasco na casa de alguém cuja finalidade seja só se alimentar. O termo se utiliza para combinar uma reunião de amigos. Com o café não é diferente. Na necessidade de encontrar alguém em particular, ou em uma reunião de negócios, normalmente o pretexto utilizado é um café, assim como não imagino receber alguém em minha casa sem oferecer uma xícara do nosso “pretinho básico”.

Somando minha sede de conhecimento com o desejo de tomar um bom café, resolvi desvendar um pouco o mundo dos sabores e aromas dessa bebida milenar. Para minha sorte, um dos meus grandes amigos, Guert Schinke, é uma referência e mestre de torra da Baden Cafés Especiais e, com toda a certeza, com o perdão do trocadilho, esse foi o melhor “café” que já marquei.

Gosto muito de conversar com especialistas, porém não extremistas, do ramo de alimentos e bebidas. Com certeza você já passou por uma situação assim: um especialista em algum assunto ficou horas descrevendo as nuances e texturas do seu produto e, com a mesma paixão que ele declama sua receita, ele detona o “paladar ignorante” de quem gosta de consumir algo mais trivial. Por isso, o Guert já me ganhou quando disse: “o café bom é o que você gosta”. Sempre falo que, ao aproximar as pessoas e fazê-las experimentar coisas novas, apresentando opções e mostrando as diferenças de sabores “tangíveis”, a abordagem é muito mais eficaz.

O cheiro de um café sendo passado ativa gatilhos emocionais que nos remetem às casas de nossas mães e avós, tornando o café um coadjuvante presente em boa parte do filme de nossas vidas. Por este motivo, nem eu, nem o Guert, ou quem quer que seja, pode ter a soberba de falar que “nunca tomamos um bom  café”. Isso, definitivamente, não é didático... Isso afasta as pessoas.

Na degustação experimentamos quatro nomenclaturas diferentes de café: tradicional, gourmet, especial e exótica. O bacana desta experiência é você ir subindo degraus e observando como o tipo de grão, torra e extração interferem diretamente no produto final. É uma experiência sensorial e totalmente individual.

Começamos com o café tradicional, que não é 100% com grãos arábica (o melhor dos grãos) e tampouco é selecionado (por esse motivo você sempre irá encontrar ele moído, nunca em grãos), portanto, sua torra é bem escura, maquiando seus “defeitos”.

Em seguida experimentamos o café “gourmet”. A partir desta nomenclatura todos são compostos com grãos 100% arábica e você já começa a notar uma pequena acidez e um toque de doçura. Quando entramos no nível dos “cafés especiais” a coisa já muda de figura: este grão é retirado de microlotes de produção superior, portanto, um bom “mestre de torra” vai identificar as características e potencializá-las. Ao tomar uma xícara de um café especial, o buquê de sabores toma conta da sua boca e você naturalmente qualifica seu paladar. O último da lista foi o de nomenclatura “exótica”, que são os cafés fermentados, processo que aumenta muito o leque de notas a serem percebidas.

Resumidamente, existem cafés para todos os tipos de gostos, bolsos e temperaturas, o que definitivamente não existe é o conceito de certo ou errado. O melhor café do mundo é o que você prefere, mas, para isso, quanto mais sabores você experimentar, melhor.

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Signo do mês - Virgem

08/09/2017 12:34 / Por Astrologia

VIRGEM - 22/08 a 22/09

Virgem é o signo dos que buscam se desapropriar de tudo que é desnecessário para focar apenas no essencial e, desse jeito, torná-lo melhor. Perguntam, descartam, refazem, testam e aprimoram constantemente. O senso de qualidade virginiana não é comum e por isso escolhe caminhos elaborados para chegar na simplicidade e funcionalidade que tanto prezam.

VIRGEM – 22/08 a 22/09
O excesso de energia mental e pensamentos abundantes deixa o período de aniversário dos virginianos mais agitado do que o necessário! Respire muito fundo, se antecipe menos, relaxe e deixe a vida que acontece fora da sua cabeça seguir o próprio fluxo.

 

Virginianos famosos

Giovanna Ewbank - 14 de setembro

Keanu Reeves – 02 de setembro

Leandra Leal – 08 de setembro

Malu Mader – 12 de setembro

Stella McCartney – 13 de setembro

Fátima Bernardes – 17 de setembro

 

LIBRA – 23/09 a 22/10
Os movimentos recentes do planeta Júpiter sobre o signo de Libra, proporcionam que escolhas feitas durante o último ano possam progredir e até dar frutos. As pausas na sua rotina para fazer exercícios de visualização criativa e meditação são bem-vindas.

ESCORPIÃO – 23/10 a 22/11
A essência dos valores internos têm sido reforçada nos escorpianos, normalmente desconfiados, em várias ocasiões das últimas semanas. Haverá ressonância naqueles que estiverem atentos à própria sensibilidade e se distanciarem do autocontrole excessivo.

SAGITÁRIO – 23/11 a 22/12
Saturno tem trazido oportunidades bastante simbólicas para os sagitarianos, contribuindo para o amadurecimento e realização dos projetos que eles têm para o futuro. É importante ser consequente e responsável pelos próprios atos, mas, sobretudo, coerente.

CAPRICÓRNIO – 23/12 a 19/01
Época bem propícia para analisar detalhadamente os passos que o levaram até o momento e poder começar a corrigir as posturas necessárias. Para isso, é importante desenvolver um olhar que inclui autocrítica, tolerância e afeto - por si mesmo e pelos outros.

AQUÁRIO – 20/01 a 19/02
O período oferece boa mobilidade para os aquarianos que se dispuserem a aparar arestas nos relacionamentos em geral. Retome negociações, fale com o coração, recupere vínculos, aprofunde amizades e invista seu tempo para harmonizar a energia dos sentimentos.

PEIXES – 20/02 a 20/03
Com o céu astrológico favorecendo seu signo oposto, Virgem, há um convite para os piscianos estarem mais produtivos. Sonhar é ótimo, mas realizar sonhos exige certa objetividade, ou seja, primeiro faça, materialize, e só depois sonhe em como melhorar.

ÁRIES – 21/03 a 20/04
Com seu regente Marte passando por Virgem, dar um tempinho extra na execução das tarefas evitará que tenha que refazê-las. Se quiser melhores resultados e relacionamentos mais resolvidos, é hora de diminuir a pressa e exercitar a atenção aos detalhes.

TOURO – 21/04 a 20/05
Para os taurinos o período é de continuidade de tudo aquilo que já vem sendo desenvolvido nos últimos seis meses. Para fortalecer sua motivação busque bons livros, gente do bem e conversas proveitosas que capacitem a mente e as emoções para seguir em frente.

GÊMEOS – 21/05 a 20/06
Para amenizar simbolicamente o conflito entre a pressa interior e os imprevistos exteriores, pratique mais exercícios físicos e aumente o fôlego. Esforços serão necessários para que atravesse o período sem se desestimular frente à demora dos acontecimentos.

CÂNCER – 21/06 a 21/07
O céu astrológico mostra que a organização pessoal é a melhor amiga dos cancerianos nessa fase. O acúmulo de emoções nos últimos tempos pode estar se refletindo em cansaço, desordem externa e sobrecarga de compromissos. Aproveite e reveja suas prioridades.

LEÃO – 22/07 a 21/08
Leoninos têm gastado muito de si e dos próprios recursos, então é uma boa estratégia passar essa fase de maneira mais econômica, poupando energia pessoal e gastos em geral. Os passeios ao ar livre e práticas terapêuticas podem incrementar sua vitalidade. 

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Qual é a sua bandeira?

08/09/2017 12:31 / Por FundaMental

Observo a cada dia mais gente levantando bandeiras metafóricas. Pela causa feminina, pelo movimento gay, por um mundo mais verde, pelo respeito aos animais e por aí afora. São bandeiras que defendem tribos definidas por afinidade de comportamentos e ideais, até mesmo políticos. Mas confesso que nunca vi tanta bandeira física, colorida e orgulhosamente hasteada como na Nova Inglaterra, região de forte influência inglesa, bem ao nordeste dos EUA em fronteira com o Canadá. Nesta parte do planeta, a natureza exibe as mais variadas nuances de cores quentes durante os meses de outono, impressionando por pontear na paisagem estonteante este elemento gráfico, muitas vezes tremulante, de uso abundante e indiscriminado que é própria bandeira norte-americana. Em cada rua, em cada esquina, nos prédios públicos ou privados lá está ela, com sua presença hegemônica. Quase todas as casas possuem dispositivos próprios em uma das paredes externas para o encaixe perfeito de sua própria bandeira. E pasme: às vezes são ostentadas como toalhas plissadas a enfeitar mesas e varandas.

Te digo que  senti uma ponta de ciúme: queria  que todos nós, brasileiros, levantássemos com orgulho nossa bandeira nacional, bem mais acima e mais alto do que qualquer outra bandeira por nós defendida. Quero ter orgulho de ser e dizer que sou brasileira. Percebo que nestes últimos anos as comemorações da semana da pátria tem sido menos solenes e festivas, até mesmo nas escolas e nas ruas. Aqui no sul, até o 20 de setembro está ganhando mais força e vitalidade em nossas homenagens. Apesar de todos os pesares que assolam nossa pátria, abalando a educação moral e cívica de nosso povo, temos muito que nos orgulhar. Vivemos numa terra onde a natureza abunda e encanta os olhos de sul a norte com uma riqueza exuberante de deixar boquiaberto qualquer turista. De cachoeiras e cânions, de praias paradisíacas a matas exuberantes, somos riqueza cultural fantástica em variedade de encher os olhos. Desculpa a falsa modéstia, mas nossa bandeira é lindíssima, representando exatamente quem somos no verde, no amarelo da riqueza e neste azul que nos abençoa quase todos os dias do ano lá do alto. Por todo movimento que a mídia vem fazendo no sentido de expor claramente onde está nossa sujeira humana, acredito na nossa capacidade de fazer faxina. Há de chegar o tempo em que vamos nos orgulhar de sermos brasileiros, não só pela nossa natureza alegre, mas também pela lealdade à expressão “ordem e progresso". Brasil. Vamos levantar sua bandeira!

* Suzana Kunz é publicitária

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Cansei de ser chef! Sera?

10/08/2017 20:02 / Por Gastronomia

Há alguns anos venho observando e participando de um movimento levemente esquizofrênico na gastronomia mundial. Muitos chefs estão promovendo o “abandono” da dólmã branca pelo boné ou o avental de couro.

Venho observando uma sede de muitos colegas, inclusive do barbudo aqui, pela democratização da gastronomia e retorno às origens. Não estou citando como origem somente a cozinha da sua avó, e sim a comida trivial que mal ou bem foi a porta de entrada e o primeiro contato de todos nós com o mundo das panelas. Chefs como Francis Mallmann, que modificou totalmente sua carreira, muito bem-sucedida na cozinha francesa, para se tornar uma lenda mundial quando se trata da relação gastronomia e fogo; ou Jefferson Rueda, que montou um verdadeiro “templo” da carne suína, promovendo sua herança caipira em um restaurante disputadíssimo como é A Casa do Porco em São Paulo.

Nunca antes os chefs estiveram tão em destaque como agora. Com a popularização dos eventos de “gastronomia de rua”, saímos dos ambientes insalubres e escondidos das cozinhas para o front e, com isso, veio o contato direto com o cliente. Outra consequência desse “fenômeno” foi a possibilidade de muitos de nós sermos “donos do nosso nariz” e, com isso, não precisarmos mais de um investimento pesado para termos o nosso restaurante. Hoje, a cada feira gastronômica ou festival de food truck, vemos mais chefs cozinharem o que desperta neles o amor pela gastronomia, ou não... Quando eu falo do “movimento esquizofrênico” que está acontecendo cito, exatamente, esse último ponto.

Ao mesmo tempo em que vejo esse movimento de “volta às raízes”, sinto que estamos perdendo a chance de realmente popularizar a gastronomia. Quando eu observo um sagu sendo vendido com uma espuma de fava de baunilha por R$ 20 a porção (sendo que o original é muito mais saboroso), isso afasta a população, pois desperta sentimentos em muitas pessoas, como o vinho durante muito tempo despertou, de não ser capaz e de ter vergonha de não alcançar aquele paladar e ser taxado de ignorante... Quando, na verdade, todos nós sabemos que houve ali uma “gourmetização” sem necessidade.

Com certeza as evoluções das técnicas gastronômicas vieram para somar e, cada vez mais, qualificar a relação do cozinheiro com o alimento. Porém, sempre é bom se perguntar se aquela infusão, gel ou esferificação realmente acrescentará valor ou somente servirá para cobrar mais caro...

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Passa, passa, passara

10/08/2017 19:59 / Por FundaMental

“É bom a gente lembrar que tudo passa. As coisas boas passam e, por sorte, as coisas ruins também passam”, falei instintivamente e talvez para quebrar o gelo quando peguei o elevador junto a uma jovem lacrimejante, acompanhada de sua mãe.

Na semana seguinte, a mãe me encontrou ao acaso e agradeceu. Surpresa, perguntei o porquê da gratidão. Ao que me respondeu que a frase que proferira, na ocasião, fizera toda a diferença e acalmara sua filha.

A menina deve ter se conectado com a irrefutável realidade de que tudo é impermanente. Uma verdade difícil de engolir, principalmente quando as coisas vão bem. Alegria e êxito são sempre bem-vindos. Tristeza e dor, porém... que dificuldade de aceitar as perdas, o final da vida, de nossas coisas, tudo tão transitório!

Quando tudo vai bem, nos apegamos e queremos que dure pra sempre. Nem lembramos que “sempre” não existe. Quando as coisas vão mal, queremos que logo passem. Nem pensamos que “logo” é também muito relativo. Tudo o que existe é, em essência, fugaz.

Lembro desta transitoriedade toda vez que passo na frente do Colégio Pio XII e vejo um pesado pilar de concreto que ajuda a sustentar a estrutura do Trensurb, no lugar da imensa e exuberante figueira que ali deve ter vivido desde o início da história de Novo Hamburgo. A finada deve ter dado sombra aos transeuntes na época dos caixeiros viajantes que, imagino, descansavam junto ao riacho que agora é nosso “valão”. Passou. Como tudo na vida. Você e eu também passaremos. Todos passarão. Esta crônica passará. Então, qual será o nosso legado? Imagino que o que nos cabe é valorizar o agora. Presença no presente. Ontem é aprendizado. Amanhã dependerá do que sentimos, pensamos, fazemos e somos agora. Eternamente.

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